DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil destaque para o IBC-Br de agosto
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(Brasília-DF, 16/10/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil destaque será o IBC-Br de agosto.
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Mercados globais
Nesta sexta-feira (16), os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,1%), com os investidores ainda cautelosos com as perspectivas para a inteligência artificial, depois de as bolsas americanas recuperarem perdas iniciais na véspera, quando o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou não ver necessidade de um resgate da CoreWeave. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6%, impulsionado principalmente pelos setores de tecnologia e industrial. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 2,1%, o Nikkei 225 (Japão) recua 0,2%, enquanto na China o CSI 300 subiu 0,1% e o Hang Seng (Hong Kong) avançou 0,5%.
O mercado segue monitorando o financiamento dos investimentos em IA, após uma semana de forte volatilidade em semicondutores, mesmo com a TSMC reportando lucro recorde no terceiro trimestre. O yield do Treasury de 10 anos opera próximo de 5,1%, com o presidente do Fed, Kevin Warsh, sem sinalizar alta iminente de juros, apesar da inflação ao consumidor de setembro acima do esperado (3,7%, contra consenso de 3,6%). O Brent recua 0,7%, para próximo de US$ 105/barril, mas caminha para ganho semanal, sustentado pelas tensões no Estreito de Ormuz após o ataque iraniano a um navio porta-contêineres. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de Netflix, General Motors, Tesla, Meta, IBM e Procter & Gamble ao longo da próxima semana, além da reunião do Fed em 28 de outubro.
Na agenda internacional, serão divulgadas a produção industrial dos Estados Unidos e os índices de preços de importações e exportações, relevantes para avaliar o ritmo da atividade e a persistência das pressões inflacionárias.
IBOVESPA -1,06% | 204.324 Pontos. CÂMBIO +1,17% | 5,08/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira (15) em queda de 1,1%, aos 204.324 pontos, na terceira baixa consecutiva, repercutindo um aumento na cautela dos investidores em relação à política fiscal, o que pressionou principalmente os papéis cíclicos domésticos.
Na ponta positiva, Embraer (EMBJ3, +2,7%) liderou as altas e foi a maior contribuição positiva para o índice, seguida por Yduqs (YDUQ3, +2,1%), Caixa Seguridade (CXSE3, +1,7%) e TIM (TIMS3, +1,4%).
Na ponta negativa, o setor de construção continuou pressionado pela repercussão das prévias operacionais e pela alta dos juros futuros. Direcional (DIRR3, -9,3%) liderou as quedas após divulgar, na noite anterior, menores vendas e lançamentos e distratos elevados no 3T26. MRV (MRVE3, -4,9%) e Cury (CURY3, -3,8%) também recuaram.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram esta quinta-feira em direções mistas. No exterior, os Treasuries registraram fechamento das taxas, apesar de dados de inflação ao produtor (PPI) dos Estados Unidos (EUA) acima do esperado, com o mercado ajustando as perspectivas para a trajetória da política monetária do Federal Reserve, o banco central americano. A T-note de dois anos fechou a 4,75% (-5 bps), enquanto a T-note de 10 anos recuou para 5,09% (-9 bps) e o T-bond de 30 anos para 5,43% (-9 bps). No Brasil, o movimento foi na direção oposta. O mercado seguiu ajustando as expectativas para o segundo turno das eleições gerais, com menor clareza sobre os rumos da política fiscal. Nesse contexto, o DI jan/27 fechou a 13,52%, o DI jan/29 a 12,73% (+25 bps) e o DI jan/31 a 12,76% (+22 bps). A curva NTN-B encerrou com a B29 a 6,77% (vs. 6,73%), a B35 a 6,85% (vs. 6,76%) e a B50 a 6,78% (vs. 6,72%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira em alta de 0,06%, aos 3.956,29 pontos. O desempenho dos segmentos foi positivo na maior parte do mercado. Os fundos de shoppings lideraram os ganhos do dia, com valorização de 0,34%, seguidos pelos FIIs de tijolo (+0,21%), pela categoria multiestratégia/FOF (+0,16%) e pelos ativos logísticos (+0,15%). Na sequência, os fundos de recebíveis avançaram 0,10% e as lajes corporativas registraram alta de 0,09%, enquanto os fundos híbridos recuaram 0,11%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BRCR11 (+3,4%), VGRI11 (+2,5%) e URPR11 (+2,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RZTR11 (-5,4%), GZIT11 (-2,5%) e JSRE11 (-2,1%).
Economia
Nos Estados Unidos, a inflação ao produtor disparou em setembro, com alta de 1,3% M/M e 6,3% A/A, muito acima das expectativas e no maior patamar em mais de quatro anos. A aceleração foi impulsionada principalmente pelos preços de energia, mas também atingiu o núcleo do índice, reforçando as preocupações com a persistência inflacionária. Ao mesmo tempo, as vendas no varejo cresceram 0,8% M/M, acima do consenso, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego permaneceram baixos, em 199 mil.
No Brasil, o varejo surpreendeu negativamente em agosto, com crescimento de apenas 0,1% M/M no índice restrito e queda de 0,2% no ampliado. A retração das atividades sensíveis ao crédito reforçou os efeitos defasados dos juros elevados sobre o consumo, levando nosso acompanhamento do PIB do terceiro trimestre de 2026 (3T26) a indicar contração de 0,2% T/T. Na seara fiscal, o Senado aprovou a ampliação do limite de faturamento e o perdão de dívidas dos MEIs, com impacto fiscal estimado em R$ 3 bilhões.
No Brasil, o destaque será o IBC-Br de agosto, para o qual esperamos alta de 0,3% M/M e 1,1% A/A, incorporando a fraqueza recente dos serviços e do comércio.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)