31 de julho de 2025
ECONOMIA

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil atenções voltadas para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de agosto

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Por Política Real com agências.
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Mercados em estabilidade Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 14/10/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil atenções voltadas para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de agosto.

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Nesta quarta-feira (14), os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: -0,1%), em compasso de espera pelo CPI de setembro, após o recuo das ações de semicondutores na véspera. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de cerca de 0,6%, impulsionado pelos setores de tecnologia e de luxo, com a ASML avançando depois da divulgação de resultados. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) recuou 0,4%, no sexto pregão consecutivo de perdas, o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,1%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 1,4%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,1%.

O mercado acompanha a alta do petróleo, com o Brent acima de US$ 105/barril, após ataques dos houthis a instalações energéticas da Arábia Saudita e ataques iranianos a petroleiros no Estreito de Ormuz. Já o CPI de setembro clareia a precificação de juros: o presidente do Federal Reserve (banco central americano) de Nova York, John Williams, afirmou que mais uma alta é apropriada neste ano, e o mercado atribui probabilidade de cerca de 78% de manutenção neste mês e de 71% de alta em dezembro, com o Treasury de 10 anos próxima de 5,2%. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de Bank of America e Morgan Stanley hoje, além de TSMC e Charles Schwab na quinta-feira.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) manteve a projeção de crescimento global em 3,1% para 2026 e elevou a de 2027 para 3,4%, destacando a resiliência da atividade, apesar dos riscos associados à guerra no Oriente Médio e às tensões comerciais.

Na agenda internacional, destaque para a inflação ao consumidor dos Estados Unidos de setembro. O Livro Bege do Fed, que traz uma avaliação qualitativa das condições econômicas baseada em relatórios de 12 distritos regionais, também será publicado hoje.

IBOVESPA -1,04% | 206.888 Pontos.  CÂMBIO +0,71% | 5,02/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (13) em queda de 1,0%, aos 206.888 pontos, devolvendo parte dos ganhos da semana anterior. A alta dos juros futuros pesou sobre as ações domésticas e sensíveis a juros, com destaque para os setores de educação e varejo, enquanto os papéis exportadores evitaram uma queda mais acentuada do índice de ações brasileiro.

Na ponta positiva, as petroleiras concentraram boa parte das maiores altas do índice, com PRIO (PRIO3, +3,6%) e Petrobras (PETR4, +1,5%) avançando.

Na ponta negativa, Localiza (RENT3, -5,7%) recuou após um banco de investimentos rebaixar a recomendação das ações para neutra. Outras companhias sensíveis a variações da taxa de juros, como Lojas Renner (LREN3, -8,0%), Magazine Luiza (MGLU3, -7,0%) e Vamos (VAMO3, -11,2%), também figuraram entre as maiores queda do dia.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram esta terça-feira com direções mistas. No exterior, os Treasuries tiveram alívio na ponta longa da curva, favorecidos pela queda do petróleo e pela expectativa pela divulgação do CPI de setembro nos Estados Unidos (EUA). A T-note de dois anos encerrou a 4,79% (+0 bps vs. sexta-feira), a de 10 anos a 5,21% (-3 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,56% (-4 bps). No Brasil, a curva de juros apresentou forte abertura, especialmente nos vencimentos intermediários e longos, refletindo a redução do otimismo com a política fiscal e a realização de lucros após o rali da semana passada. O DI jan/29 encerrou a 12,51% (+29 bps) e o DI jan/31 a 12,52% (+26 bps). Já o DI jan/28 fechou a 12,75%. A curva NTN-B encerrou com a B29 a 7,0% (vs. 6,66%), a B35 a 6,95% (vs. 6,72%) e a B50 a 6,62% (vs. 6,62%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta terça-feira em queda de 0,94%, aos 3.951 pontos.

O viés negativo predominou entre os segmentos acompanhados ao longo da sessão. A maior queda foi registrada pelo segmento de multiestratégia (-1,73%), seguido por multiestratégia/FOF (-1,45%), lajes corporativas (-1,42%), híbridos (-1,32%) e ativos logísticos (-0,94%). Os fundos de shoppings recuaram 0,85%, enquanto os fundos de recebíveis apresentaram queda mais moderada, de 0,59%. No agregado, os FIIs de tijolo encerraram o pregão com desvalorização de 1,11%.

Entre os destaques positivos do dia, sobressaíram TOPP11 (+2,1%), KORE11 (+1,8%) e SNFF11 (+1,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TGAR11 (-5,4%), TRBL11 (-5,2%) e MCRE11 (-4,5%).

Economia

No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central apresentou alta adicional nas projeções para a inflação de curto prazo. A mediana para o IPCA de 2026 subiu de 5,01% para 5,22%, a maior elevação semanal desde abril. Enquanto isso, a mediana das expectativas para o IPCA de 2027 continuou em 4,30%; para 2028, houve leve recuo de 3,80% para 3,79%. Além disso, a mediana das estimativas de taxa Selic declinou de 13,50% para 13,25% para o fim de 2026, em linha com o nosso cenário-base. As previsões para o fim de 2027 e o fim de 2028 seguiram em 12,00% e 10,50%, respectivamente. 

Ainda no cenário doméstico, o governo anunciou medidas para Microempreendedores Individuais (MEI), que incluem o perdão de dívidas tributárias, a compra de dívidas privadas e transferências diretas de até R$ 5 mil – a última iniciativa teria impacto fiscal de aproximadamente R$ 5 bilhões entre 2027 e 2030. Hoje, o Senado deverá votar, em primeiro turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1, diminuindo gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

No Brasil, atenções voltadas para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de agosto, que deve mostrar recuperação disseminada entre os segmentos na comparação com julho.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)