DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil aguardadas as divulgações das primeiras pesquisas do segundo turno pelo Datafolha e PoderData
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(Brasília-DF, 08/10/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais em queda e no Brasil aguardadas as divulgações das primeiras pesquisas do segundo turno pelo Datafolha e PoderData.
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Nesta quinta-feira (8), os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,5%; Nasdaq 100: -0,8%), pressionados pela alta do petróleo e dos juros longos, depois da repercussão da ata do Fed. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,9%, pressionado principalmente pelos setores bancário e de semicondutores. Na Ásia, os mercados fecharam em forte queda: o Kospi (Coreia) recuou 2,6%, no terceiro pregão consecutivo de perdas, o Nikkei 225 (Japão) caiu 1,4%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 1,1%. O Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,4%.
O mercado acompanha a disparada do petróleo, após relatos de que a Casa Branca pediu ao Pentágono opções de ataque ao Irã antes das eleições legislativas, em meio a ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz. O Brent opera acima de US$ 104/barril, em máxima de duas semanas, reforçando os temores inflacionários. Nesse cenário, o yield do Treasury de 10 anos segue em torno de 5,35%, próximo do maior nível desde 2002. A ata do Fed mostrou que a maioria dos dirigentes considera apropriada nova alta de juros até dezembro, com o mercado precificando cerca de 71% de chance de aperto no mês. Os investidores também direcionam o foco para o discurso do dirigente do Fed Chris Waller e, na próxima semana, os balanços de JPMorgan, Citigroup, Goldman Sachs e Wells Fargo na terça-feira, seguidos por Bank of America e Morgan Stanley na quarta-feira.
Na agenda internacional, serão divulgados os pedidos iniciais de seguro-desemprego dos Estados Unidos, ao passo que na Zona do Euro a ata da reunião de política monetária de setembro do Banco Central Europeu será conhecida.
IBOVESPA -0,74% | 204.302 Pontos. CÂMBIO +0,70% | 5,01/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (7) em queda de 0,7%, aos 204.302 pontos, em movimento de realização de lucros após a forte alta registrada na última segunda-feira.
Na ponta positiva, Magazine Luiza (MGLU3, +5,1%) liderou as altas do índice, recuperando-se de um desempenho negativo no pregão anterior. As construtoras Tenda (TEND3, +4,9%) e Cury (CURY3, +4,8%) também apresentaram um desempenho sólido.
Por outro lado, Natura (NATU3, -9,0%) foi o destaque negativo do dia, em meio à repercussão de seu relatório sobre a exposição da receita a riscos climáticos ligados a insumos da Amazônia.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam com direções mistas nesta quarta-feira. Nos Estados Unidos (EUA), os Treasuries encerraram sem direção única, com a T-note de dois anos a 4,77% (-3 bps), a T-note de 10 anos a 5,28% (-1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,66% (0 bp), que voltou a renovar máximas em 24 anos durante a sessão, em meio às pressões inflacionárias associadas ao petróleo acima de US$ 100 por barril e após a divulgação da ata do Federal Reserve, o banco central norte-americano. No Brasil, os vértices curtos acompanharam a precificação de cortes da Selic, enquanto os vencimentos mais longos devolveram levemente a forte compressão de prêmios observada desde o início da semana. O DI jan/28 encerrou a 12,61%, o DI jan/29 a 12,44% (-2 bps) e o DI jan/31 a 12,60% (+4 bps). A NTN-B também apresentou realização parcial dos ganhos recentes, com os juros reais operando próximos da estabilidade ao longo da curva. A NTN-B encerrou com a B29 a 6,82% (vs. 6,91%), a B35 a 6,90% (vs. 6,97%) e a B50 a 6,74% (vs. 6,71%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta quarta-feira em alta de 1,19%, renovando sua máxima histórica aos 3.955,32 pontos, ainda sustentado por uma percepção mais favorável do mercado em relação ao cenário eleitoral.
O viés positivo predominou entre os segmentos acompanhados ao longo da sessão. O segmento de multiestratégia liderou os ganhos do dia, com valorização de 2,03%, seguido pelo segmento de multiestratégia/FOFs (+1,80%), pelos ativos logísticos (+1,58%) e pelos fundos de shoppings (+1,51%). Os fundos híbridos avançaram 1,09%, enquanto os fundos de recebíveis e as lajes corporativas registraram altas de 0,76% e 0,72%, respectivamente. No agregado, os fundos de tijolo encerraram o pregão com valorização de 1,50%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram VGRI11 (+8,1%), TGAR11 (+5,9%) e VGHF11 (+5,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por KISU11 (-1,4%), KFOF11 (-1,2%) e FATN11 (-1,0%).
Economia
Nos Estados Unidos, a ata do FOMC revelou divergências entre os dirigentes do Fed sobre os fundamentos da alta de juros de setembro, embora a maioria tenha considerado apropriado um novo aumento até o fim do ano. A cautela é reforçada pela elevação das expectativas de inflação dos consumidores para 3,9% em um ano, maior nível desde maio de 2023. No mercado de energia, o petróleo do tipo Brent avançou 0,3% na última sessão, para US$ 100,90 por barril, em meio à recuperação parcial da oferta do Oriente Médio e à persistência das restrições no Estreito de Ormuz. Na Europa, a deterioração fiscal francesa elevou os custos de financiamento, com os juros soberanos de 10 anos atingindo 4,91%.
No Brasil, o IGP-DI acelerou para 1,50% em setembro, pressionado por commodities agrícolas e energia, enquanto o governo reafirmou que as negociações comerciais com os Estados Unidos continuarão independentemente do resultado do primeiro turno das eleições. Os dois países concordaram em criar um grupo de trabalho para discutir questões tarifárias e não tarifárias, buscando reduzir as sobretaxas americanas que chegam a 37,5% sobre determinados produtos brasileiros.
No Brasil, dentro do front político, serão aguardadas as divulgações das primeiras pesquisas do segundo turno pelo Datafolha e PoderData.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)