DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil mercado está atento as pesquisas e sem índices relevantes, hoje
Veja mais números
Publicado em
(Brasília-DF, 07/10/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão na estabilidade e no Brasil mercados aguardam as pesquisas para o segundo turno, que devem começar a ser divulgadas na quinta-feira. Não há indicadores econômicos relevantes programados para hoje.
Veja mais:
Mercados globais
Nesta quarta-feira (7), os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade, com leve viés de baixa (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,4%), em compasso de espera pela ata da reunião de setembro do Fed, depois de os principais índices renovarem recordes na terça-feira. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,8%, pressionado pelos setores financeiro e de energia. Na Ásia, os mercados fecharam em queda: o Kospi (Coreia) recuou 2,0%, em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade do ciclo de lucros de semicondutores, o Nikkei 225 (Japão) caiu 1,1%, e o Hang Seng (Hong Kong) perdeu 0,6%.
O mercado acompanha a alta do petróleo, com o Brent próximo de US$ 102/barril, diante da intensificação de ataques iranianos a petroleiros no Estreito de Ormuz e de ofensivas dos houthis. Esse cenário juntamente à preocupação com a inflação sustenta o rendimento do Treasury de 10 anos em 5,32%, próximo da máxima em 24 anos, e pesa sobre ações de tecnologia. Os investidores também direcionam o foco para a ata do Fed, com o mercado precificando cerca de 20% de chance de alta de juros na reunião de outubro, e para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de PepsiCo na data de amanhã, e para Delta Air Lines na sexta-feira.
IBOVESPA -0,52% | 205.835 Pontos. CÂMBIO -0,51% | 4,97/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (6) em queda de 0,5%, aos 205.835 pontos, devolvendo parte da alta de 7,7% da sessão anterior. Após renovar a máxima histórica durante o dia, o índice virou com um movimento de realização de lucros.
Na ponta positiva, Minerva (BEEF3, +7,4%) liderou as altas, seguida por Cogna (COGN3, +4,8%) e Yduqs (YDUQ3, +4,4%), favorecidas pela queda dos juros futuros.
Por outro lado, Banco do Brasil (BBAS3, -6,4%) liderou as quedas após um banco de investimentos rebaixar sua recomendação para venda, citando recuperação operacional mais lenta e exposição ao agronegócio.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam em queda nesta terça-feira. Nos Estados Unidos (EUA), os Treasuries encerraram com a T-note de dois anos a 4,80% (-2 bps), a T-note de 10 anos a 5,29% (-2 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,66% (0 bp), em sessão marcada pela moderação dos preços do petróleo, apesar do tom ainda cauteloso de dirigentes do Federal Reserve, o banco central norte-americano, em relação à inflação. No Brasil, a curva seguiu devolvendo prêmios de risco, ainda refletindo a reprecificação observada após o primeiro turno das eleições. O DI jan/27 encerrou a 13,43% (+2 bps), o DI jan/29 a 12,45% (-20 bps) e o DI jan/31 a 12,56% (-14 bps). A NTN-B também seguiu em fechamento, com a B29 a 6,91% (vs. 6,96%), a B35 a 6,97% (vs. 7,04%) e a B50 a 6,71% (vs. 6,76%).
IFIX
O IFIX encerrou o pregão desta terça-feira em 3.908,78 pontos, com alta de 2,26%, dando continuidade ao movimento visto no pregão anterior, em que o índice acompanhou o fechamento da curva de juros diante de uma percepção mais favorável do mercado em relação ao cenário político.
Mais uma vez, o movimento positivo foi disseminado entre os segmentos acompanhados. As lajes corporativas lideraram os ganhos do dia, com avanço de 3,15%, seguidas pelos fundos de fundos (+3,00%) e pelos fundos de shoppings (+2,91%). Os segmentos de multiestratégia/FOFs (+2,60%), híbridos (+2,56%) e ativos logísticos (+2,36%) também registraram fortes valorizações, enquanto os fundos de recebíveis avançaram 1,70%. No agregado, os fundos de tijolo encerraram a sessão com alta de 2,58%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TGAR11 (+10,7%), BCRI11 (+7,3%) e URPR11 (+6,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por KNUQ11 (-0,2%), LIFE11 (-0,1%) e CPSH11 (+0,2%).
Economia
No Brasil, os preços dos ativos continuaram em alta ontem, na esteira do primeiro turno das eleições presidenciais. A taxa de câmbio fechou ligeiramente abaixo de R$ 5 por dólar, patamar que projetamos para dezembro. Os mercados futuros projetam cortes na taxa de juros nas próximas cinco reuniões do Copom, também em linha com nossa previsão de uma taxa Selic terminal de 11,50%. Agora, os mercados aguardam as pesquisas para o segundo turno, que devem começar a ser divulgadas na quinta-feira. Não há indicadores econômicos relevantes programados para hoje.
Nos Estados Unidos, o foco do mercado hoje está na ata da reunião de política monetária do Fed de agosto, que será publicada à tarde.
( da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)