31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para saldo da balança comercial

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 06/10/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção a saldo da balança comercial.

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Nesta terça-feira (6), os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,3%), após o Nasdaq renovar recorde na véspera, puxado pelas big techs. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 1,0%, impulsionado principalmente pelos setores bancário e de tecnologia. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) recuou 0,9%, pressionado pela realização em SK Hynix e Samsung, o Nikkei 225 (Japão) subiu 1,2%, para o maior nível em três meses, puxado por ações ligadas à IA, e o Hang Seng (Hong Kong) avançou 1,0%.

O mercado acompanha a escalada dos juros longos nos EUA, com o Treasury de 10 anos perto de 5,3%, no maior nível desde 2002, em meio a preocupações fiscais e inflacionárias. Apesar disso, a tecnologia segue sustentada pela demanda por infraestrutura de IA: a Nvidia renovou máxima histórica, aproximando-se de US$ 6 trilhões em valor de mercado. O petróleo opera em queda, com o Brent recuando 2,0%, para perto de US$ 98,3/barril, à medida que as exportações do Oriente Médio se aproximam dos níveis pré-guerra e a liberação de reservas estratégicas pelo G7 alivia as preocupações com a oferta. Os investidores também direcionam o foco para a ata da última reunião do Fed, na quarta-feira (7), e para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de PepsiCo e Delta Air Lines ao longo da semana.

No ambiente global, a valorização das ações de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos levou o S&P-500 para perto das máximas históricas ontem. Na Europa, por sua vez, preocupações fiscais e turbulências políticas – principalmente na França e na Espanha – levaram o euro ao menor patamar frente ao dólar desde maio de 2025 (1,12). Além disso, os impasses no Oriente Médio persistem, com os preços do petróleo oscilando em torno de US$ 100 por barril (Brent). 

Na agenda econômica internacional, destaque para o relatório semanal de empregos privados ADP e a balança comercial dos Estados Unidos.

IBOVESPA +7,70% | 206.912 Pontos. CÂMBIO -4,12% | 5,00/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (5) em forte alta de 7,7%, aos 206.912 pontos, registrando o maior avanço diário desde março de 2020 e o primeiro fechamento acima dos 200 mil pontos em sua história. O índice chegou a alcançar 209.606 pontos na máxima do dia, enquanto o volume negociado na B3 somou R$ 103,3 bilhões, o maior de toda a série histórica. O resultado do primeiro turno e as expectativas dos investidores de maior disciplina fiscal levaram a uma queda muito acentuada do dólar e dos juros futuros, o que impulsionou as ações brasileiras, especialmente o setor financeiro e as cíclicas domésticas.

Na ponta positiva, Magazine Luiza (MGLU3, +24,2%) liderou as altas, em uma sessão favorável aos papéis sensíveis a juros. Cosan (CSAN3, +23,8%), B3 (B3SA3, +22,6%) e BTG Pactual (BPAC11, +22,5%) também figuraram entre os maiores ganhos.

Na ponta negativa, Suzano (SUZB3, -5,4%) e Embraer (EMBJ3, -3,3%) registraram as maiores quedas, pressionadas pela valorização do real, que prejudica as receitas dos exportadores em moeda local.

Renda Fixa

Os juros futuros registraram direções mistas nesta segunda-feira. Nos EUA, os Treasuries apresentaram inclinação, com a perspectiva de manutenção das pressões inflacionárias, reforçadas pelo ISM de serviços, e o alívio proporcionado pela queda do petróleo. A T-note de dois anos encerrou a 4,82% (-1 bp), enquanto a T-note de 10 anos avançou para 5,31% (+3 bps) e o T-bond de 30 anos subiu para 5,66% (+3 bps). No Brasil, a curva de juros passou por forte compressão dos prêmios de risco após a leitura de maior probabilidade de uma agenda fiscal mais austera. O DI jan/27 encerrou a 13,41% (-10 bps), o DI jan/29 a 12,65% (-104 bps) e o DI jan/31 a 12,70% (-122 bps). O movimento levou os vencimentos mais longos a retornarem para níveis abaixo de 13% pela primeira vez desde 2024 e reforçou a percepção de redução dos riscos fiscais de longo prazo incorporados à curva. A NTN-B também apresentou fechamento relevante, com a B29 a 6,96% (vs. 7,46%), a B35 a 7,04% (vs. 7,65%) e a B50 a 6,76% (vs. 7,27%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira em alta de 1,34%, aos 3.822,32 pontos. O movimento acompanhou o fechamento da curva de juros, sustentado por uma percepção mais favorável do mercado em relação ao cenário político.

O desempenho dos segmentos foi amplamente positivo ao longo da sessão. As lajes corporativas lideraram os ganhos do dia, com valorização de 2,42%, seguidas pelos fundos de fundos (+2,03%), pelo segmento de multiestratégia/FOFs (+1,92%) e pela categoria multiestratégia (+1,89%). Os ativos logísticos (+1,68%), os fundos de shoppings (+1,63%) e os fundos híbridos (+1,36%) também registraram forte desempenho, enquanto os fundos de recebíveis avançaram 0,72%. No agregado, os fundos de tijolo encerraram o pregão com alta de 1,74%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BBIG11 (+9,3%), VGHF11 (+5,8%) e TEPP11 (+4,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-1,7%), MFII11 (-1,4%) e CACR11 (-1,0%).

Economia

No Brasil, os mercados financeiros reagiram aos resultados do primeiro turno das eleições. O Ibovespa subiu 7,7%. Já o DI futuro operou em queda em toda a curva. A taxa de câmbio se apreciou em mais de 4%, encerrando a sessão da segunda-feira em R$ 5,00 por dólar.

No Brasil, atenções também voltadas para a divulgação do saldo comercial

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)