31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para divulgação da Ata do Copom

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 21/09/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenções voltadas para a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária e o IPCA-15 de setembro.

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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +1,1%), sustentados pela queda dos preços do petróleo e pelo foco renovado em uma eventual negociação entre Estados Unidos e Irã. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 1,0%, impulsionado principalmente pelos setores de tecnologia e financeiro, após três semanas seguidas de queda. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 1,6%, o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,1%, enquanto na China, o CSI 300 ganhou 0,7% e o Hang Seng avançou cerca de 1,2%, com os investidores ainda avaliando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

O mercado acompanha a queda do petróleo, com o Brent para novembro em baixa de 1,9%, para próximo de US$ 102/barril, à espera da retomada dos embarques da Arábia Saudita, atacada no sábado com mísseis e drones pelos houthis apoiados pelo Irã. O movimento pressiona as ações de petróleo e gás na Europa, enquanto a maior parte dos demais setores opera no campo positivo. Em contrapartida, os juros seguem no centro das atenções: o rendimento do Treasury de 10 anos opera próximo de 5%, depois de atingir o maior nível desde julho de 2007, e o Federal Reserve elevou os juros na semana passada pela primeira vez em três anos, diante de uma inflação persistente. Os investidores também direcionam o foco para a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, que deve tratar de tarifas, minerais críticos e inteligência artificial, além da temporada de resultados, com divulgações esperadas de Costco e General Mills ao longo da semana. Leia os Top 5 temas da semana.

 

IBOVESPA -0,41% | 185.229 Pontos.  CÂMBIO +0,10% | 5,15/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 1,1% em reais e de 1,9% em dólares, por conta da depreciação de 0,4% do real, aos 185.229 pontos.

Yduqs (YDUQ3, +6,7%) foi o destaque positivo da semana, beneficiada pelo fechamento na curva de juros, principalmente na quinta-feira. Por outro lado, CSN Mineração e CSN (CMIN3, -18,0%; CSNA3, -12,8%) foram os destaques negativos, pressionadas pela queda do minério de ferro e pela maior exposição aos custos elevados marítimos. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas entre Estados Unidos e Brasil. Nos EUA, a alta de 25 bps do Fed marcou a semana, com o petróleo pressionando as taxas no início e a decisão do Fed trazendo volatilidade ao longo da curva. A T-note de 2 anos encerrou a 4,76% (+13 bps), a de 10 anos a 5,00% (+3bps) e o T-bond de 30 anos a 5,33% (-3 bps).

No Brasil, a curva oscilou entre a abertura provocada pelas tensões institucionais e o fechamento impulsionado pelo alívio do petróleo e pela expectativa de novos cortes da Selic. O DI jan/27 fechou em 13,56% (-3 bps), o DI jan/29 em 13,84% (0 bps) e o DI jan/31 em 14,02% (-2 bps). Na NTN-B, a B29 encerrou em 7,42%, a B35 em 7,66% e a B50 em 7,37% (estável).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (18) em alta de 0,07%, aos 3.750,27 pontos,  acumulando recuo de 0,33% no mês até o momento, diante do cenário político-eleitoral ainda incerto.

No recorte por segmentos, dentro do acumulado da semana, os fundos de recebíveis registraram alta de 0,29%, após o recuo registrado na semana anterior, diante do desempenho negativo dos fundos indexados ao IPCA, em meio às expectativas quanto aos impactos da deflação de agosto sobre a distribuição de alguns desses fundos. Os fundos de tijolo, por sua vez, encerraram mais uma semana no campo negativo (-0,26%), com destaque para os fundos de shopping centers (-1,40%), refletindo, em nossa avaliação, uma dinâmica operacional mais desafiadora para o segmento, conforme comentamos na última semana.

Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira (18), sobressaíram TRBL11 (+4,4%), RECR11 (+1,6%) e TRXF11 (+1,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TEPP11 (-4,7%), XPML11 (-3,4%) e MFII11 (-2,0%). Saiba mais aqui.

Economia

Os combates no Iêmen entre os houthis e forças alinhadas à Arábia Saudita se intensificaram no fim de semana, com os dois lados disputando o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, rota que os sauditas passaram a utilizar para escoar petróleo desde o fechamento de Ormuz. Estados Unidos e Irã também trocaram novas ameaças. Apesar dos riscos à oferta, os preços do petróleo recuaram diante de sinais de normalização dos fluxos na região, mas o petróleo (tipo Brent) segue acima de US$ 100 por barril.

Na China, o banco central manteve as taxas de juros de referência para empréstimos inalteradas pelo 16º mês consecutivo. A demanda fraca por crédito limita o espaço para novos cortes, e eventuais estímulos devem vir sobretudo da política fiscal. Paralelamente, autoridades dos Estados Unidos e da China concluíram negociações preparatórias para a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.

Na agenda da semana, destaque para os PMIs de setembro na Zona do Euro e nos Estados Unidos. No Brasil, atenções voltadas para a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária e o IPCA-15 de setembro, para o qual esperamos retorno ao território positivo. Confira o Economia em Destaque.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)