Lula, em Santa Catarina, diz que não é comunistas e especulou razões por quais não querem votar nele
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Brasília-DF, 19/09/2026) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda na cidade de Florianópolis. O Estado de Santa Catarina, junto com Roraima, são os estados mais bolsonaristas do país.
Lula em sua fala disse que não era comunista
“Vocês sabem que eu não sou marxista, não sou comunista, eu sou um torcedor mecânico, que adquiriu conceito da política. Agora, esse cara, esse cara, eu vou te contar. Vocês sabem que o Marx, que é um cara rico, que acompanhava o Marx, chamava Engels.”, disse.
Ele seguida ele disse que o candidato dele ao governador de Santa Catarina veio para desmascarar o governador Jorginho Mello( PL). ele disse que foi quem mais apoio o agronegócio.
“Esse cara é o meu Engels. Eu consegui, sabe? Eu fiz a cara dele, pintou aqui, nos dois, e ela aceitou ser candidato ao governador, e eu coloquei ele candidato ao governador para desmarcarar o seu Jorginho aqui. E para discutir com o agronegócio.
Merido, quando você for, eu acho que você deveria fazer uma reunião com o pessoal do agronegócio aqui. Você e eles, sem nenhum papel na mão. Você perguntar para eles, por que é que eles não gostam de nós? Por que é que eles não votam de nós? Porque o problema contra nós, acho que é uma questão de pele.”, disse.
Ele disse que o eleitorado de Santa Catarina não quer votar nele pois é. Nordestino e pobre.
“É porque eu sou nordestino, ou porque eu sou pobre. Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles deveriam não só votar, mas se ajoelhar para nós. Porque nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora.”, disse.
Ele, em sua fala, disse que investe em educação e o bolsonarismo prefere as armas.
Lula costuma comparar o custo de um estudante universitário com o de uma pessoa no sistema penitenciário. E emenda: educação é investimento. É mais barato formar profissionais e gerar oportunidades do que gastar com presídios no futuro. Em 2026, o governo Lula adquiriu 213 milhões de livros didáticos para as escolas públicas do país, em um investimento de R$ 2,7 bilhões. Em 2022, o governo Bolsonaro já tinha permitido a compra de 1 milhão de armas e 1 bilhão de balas, e muitas delas foram parar nas mãos das milícias e facções criminosas.
“No governo deles, aprovaram a compra de 1 milhão de armas e 1 bilhão e 100 mil balas. Lula, um torneiro mecânico, aprovou 213 milhões de livros didáticos para distribuir nas escolas desse país. Agora é escolha. Agora nós vamos ter que votar. Nós vamos ter que escolher entre o cara que prefere distribuir balas e o cara que prefere distribuir livros”,
Presidente Lula
“Nós recolhemos 500 mil armas neste país para destruir. No governo deles, aprovaram a compra de 1 milhão de armas e 1 bilhão e 100 mil balas. Lula, um torneiro mecânico, aprovou 213 milhões de livros didáticos para distribuir nas escolas desse país. Agora é escolha. Agora nós vamos ter que votar. Nós vamos ter que escolher entre o cara que prefere distribuir balas e o cara que prefere distribuir livros”, comparou Lula em ato de campanha em Florianópolis (SC).
Enquanto o governo anterior afrouxou o controle e incentivou o acesso, permitindo que uma pessoa comprasse até 60 armas, sendo que 30 delas podiam ser fuzis, e até 180 mil munições por ano, com Lula o acesso às armas voltou a ser restrito. O resultado foi a queda de homicídios e latrocínios (20%), roubos de veículos (29%), roubo de carga (34,4%) e de celulares (37%) no país, na comparação entre 2022 e 2025. O presidente pediu para os eleitores fazerem as comparações e quando estiverem frente a frente com a urna, se perguntarem o que desejam para o futuro do Brasil.
“Ao invés de construir cadeia, eu construo escolas. Ao invés de discutir aumentar a pena para punir adolescentes, eu quero aumentar a quantidade de anos de escolaridade”, prosseguiu Lula, sem deixar de lado o combate à criminalidade e a equipagem das forças policiais, que tiveram só em 2026 um investimento de mais de R$ 10 bilhões no programa Brasil contra o Crime. “Essa é a escolha que temos que fazer. Entre o cara que destrói empregos e o cara que gera empregos. Entre o cara que quer privatizar as praias ou quer liberar as praias, porque a praia é de todo mundo”.
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No ato, Lula se voltou para a plateia e passou uma missão: perguntar aos eleitores do candidato da oposição por que votam nele. “Me dê três motivos por que você vota no Bolsonaro. E eu vou dar mil motivos por que voto no Lula”, argumentou. “Não pode ser pela saúde, porque o candidato deles deixou morrer 770 mil pessoas na Covid e metade por responsabilidade dele”.
“Eu nunca cobrei do presidente anterior que ele soubesse tratar. Eu cobrava que ele precisava de inteligência, montar um comitê de crise, com especialistas e ouvir quem entende. Não ficar dizendo que vacina vira gay, jacaré… Vacina vira saúde, vira vida. E eles negaram. Negaram a ciência. Negaram a medicina. E ainda riam das pessoas morrendo com asfixia”, contrapôs o presidente brasileiro.
Em 2022, os índices de vacinação estavam nos patamares mais baixos da história recente e o Brasil voltou à lista de países que menos vacinam crianças. Em 2025, o governo Lula conseguiu recuperar os índices e tirou o Brasil da lista do Unicef. Somente para a primeira dose da pentavalente, o número de crianças sem vacina reduziu 90%.
A comparação prosseguiu em uma espécie de prova oral do presidente com a plateia:
O ato “O Brasil Pronto para Mais”, na Praça Tancredo Neves, contou com a chapa da esquerda em Santa Catarina, formada por Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo, e Angela Albino (PDT), candidata a vice-governadora, além dos candidatos ao Senado Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL). Também participaram o líder da bancada do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT), candidatos aos legislativos estadual e federal e outras lideranças políticas.
( da redação com TT News e assessoria. Edição: Política Real)