DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil sem destaques de relatórios para o dia
Veja mais números
Publicado em
(Brasília-DF, 18/09/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil sem grandes destaques no Brasil.
Veja mais:
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,4%), sustentados pela continuidade da recuperação da véspera e pela queda dos preços do petróleo. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,8%, pressionado pelos setores de automóveis e recursos básicos. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, impulsionados por semicondutores: o Kospi (Coreia) subiu 2,7%, o Nikkei 225 (Japão) ganhou 0,6%, enquanto na China o CSI 300 fechou em alta de 1,1% e o Hang Seng avançou 0,6%.
O mercado acompanha a terceira sessão consecutiva de queda do petróleo, depois que a Arábia Saudita teria se oferecido para enviar volumes adicionais de bruto pelo Estreito de Ormuz na sequência do ataque a um oleoduto, compensando a preocupação com os novos confrontos entre Riad e os houthis do Iêmen. O Brent recua 1,3%, para próximo de US$ 100/barril. A retomada do apetite por risco foi liderada pelas ações ligadas à inteligência artificial, com Nvidia subindo 2,5% e Intel avançando 7,7% na véspera
Economia
O Banco do Japão (BoJ) elevou sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 1,25% ao ano, o maior nível desde abril de 1995, em uma decisão com dissidência de 7 votos a 2. No Reino Unido, o Banco da Inglaterra manteve os juros em 3,75%, mas adotou comunicação mais dura diante do choque de energia, projetando inflação acima de 4% no início de 2027. Nos Estados Unidos, os pedidos de seguro-desemprego caíram para 196 mil, embora o dado possa estar distorcido por fatores sazonais. No comércio internacional, os EUA devem adiar o anúncio de novas tarifas contra a China para depois da cúpula entre Trump e Xi.
IBOVESPA +0,24% | 185.992 Pontos. CÂMBIO -0,01% | 5,15/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,2%, aos 185.992 pontos, após chegar a cair 1,2% durante a sessão. A volatilidade refletiu o aumento de preocupações fiscais, mas o índice se recuperou com a melhora do ambiente externo e o fechamento na curva de juros. Os investidores também repercutiram a alta de 25 bps dos juros pelo Fed e o corte de 25 bps da Selic pelo Copom, para 13,75% ao ano.
Na ponta positiva, YDUQS (YDUQ3, +3,07%) liderou os ganhos, beneficiada pelo fechamento na curva de juros. Já a CSN Mineração (CMIN3, -5,59%) registrou a maior queda, em meio às preocupações com o impacto dos custos elevados de frete marítimo sobre suas margens.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em queda. Nos EUA, após a alta de juros, as taxas recuaram com a redução das preocupações inflacionárias associadas ao petróleo. A T-note de 2 anos caiu para 4,67% (-6 bps), a T-note de 10 anos para 4,93% (-9 bps) e o T-bond de 30 anos para 5,28% (-7 bps).
No Brasil, os DIs tiveram alta inicial refletindo preocupações fiscais e a realização de um leilão robusto de títulos prefixados pelo Tesouro Nacional. Contudo, o movimento perdeu força com o encerramento do leilão e melhora do cenário internacional, levando a uma redução dos prêmios. O DI jan/27 fechou em 13,56% (-3 bps), o DI jan/29 recuou para 13,82% (-5 bps) e o DI jan/31 encerrou a 14,04% (-3 bps). A NTN-Bs encerrou com a B29 a 7,41% (vs. 7,51%), a B35 a 7,66% (vs. 7,68%) e a B50 a 7,40% (estável)..
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou a quinta-feira (17) em alta de 0,13%, aos 3.747,47 pontos, influenciado pelo ambiente externo favorável à tomada de risco e um quadro eleitoral que volta a apontar para uma maior chance de vitória da oposição nas eleições presidenciais de outubro.
Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do mercado. As lajes corporativas lideraram as altas do dia, com valorização de 0,32%, seguidas pelos ativos logísticos (+0,31%). Os fundos de tijolo avançaram 0,18% no agregado, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,12%. Os fundos híbridos também encerraram a sessão no campo positivo (+0,12%), ao passo que os fundos de recebíveis apresentaram ganho mais moderado (+0,08%). Os fundos de shoppings foram o único segmento a registrar desempenho negativo, com recuo de 0,06%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TOPP11 (+1,8%), PCIP11 (+1,3%) e KCRE11 (+1,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VGRI11 (-2,0%), MFII11 (-1,7%) e MCRE11 (-1,3%).
No Brasil, o governo anunciou reajuste do Bolsa Família a partir de outubro, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, com impacto fiscal adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027. Além disso, novas medidas para enfrentar o endividamento das famílias estão em estudo, em um cenário no qual a inadimplência bancária atingiu máxima histórica.
Na agenda, a produção industrial dos Estados Unidos será destaque no dia de hoje. No Brasil, não haverá nenhuma divulgação prevista de indicadores econômicos relevantes.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)