31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil tem reunião do Copom e dados do BC e IBGE

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 14/09/2026) A Política Real teve acesso ao relatório  “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil o destaque são as vendas no varejo de julho e o Banco Central publica o IBC-Br do mesmo mês.

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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -1,8%), pressionados pela guinada do setor de inteligência artificial em torno de segurança, depois que a OpenAI adiou sua abertura de capital. Na Europa, o Stoxx 600 recua 1,1%, com o índice sendo pressionado pelos setores de tecnologia e industriais. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) recuou 3,3%, o Nikkei 225 (Japão) caiu 2,7%, enquanto na China o Hang Seng avançou 0,4% e o CSI 300 recuou 0,7%.

O mercado acompanha a disparada do petróleo depois que a Arábia Saudita fechou o oleoduto Leste-Oeste, com capacidade de 7 milhões de barris por dia, na sequência de ataques de drones lançados do Iraque, retirando a principal rota alternativa ao Estreito de Ormuz em meio à guerra com o Irã. O Brent sobe 2,7%, para próximo de US$ 108/barril. Em contrapartida, as ações de tecnologia recuam no pré-mercado, com Nvidia em queda de 3,0%, Intel de 6,1% e Marvell de 7,7%, depois que Sam Altman afirmou que a OpenAI não abrirá capital neste ano, adiando a operação para ao menos 2027, em meio ao alinhamento entre OpenAI, Anthropic e xAI em favor de desacelerar o desenvolvimento de modelos.

Os investidores também direcionam o foco para a reunião do Fed, nesta quarta-feira, precificando cerca de 86% de probabilidade de alta de 0,25 p.p, depois que o CPI de agosto avançou 0,4% no mês e manteve 3,4% em 12 meses, além das vendas no varejo de agosto, divulgadas na mesma manhã da decisão. Saiba os Top 5 temas globais.

IBOVESPA -0,56% | 187.206 Pontos. CÂMBIO -0,45% | 5,09/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 1,0% em reais e de 1,3% em dólares, por conta da apreciação de 0,1% do real, aos 186.967 pontos.

Assaí foi o destaque positivo da semana (ASAI3, +8,6%), reagindo ao fechamento da curva de juros, principalmente na quinta-feira. Por outro lado, Azzas (AZZA3, -8,3%) caiu após notícias de que, apesar dos contatos com potenciais interessados nos ativos da Farm Rio, ainda não havia proposta vinculante ou operação aprovada. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas. Nos EUA, petróleo em alta, inflação (CPI e PPI) acima do esperado e preocupações fiscais reforçaram a expectativa de juros elevados por mais tempo. A T-note de 2 anos encerrou a 4,63% (+26 bps), a T-note de 10 anos a 4,97% (+19 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,36% (+12 bps).

No Brasil, a curva oscilou com o cenário eleitoral e o movimento das taxas externas, mas o IPCA de agosto abaixo do esperado sustentou os ativos locais. O DI jan/27 encerrou a 13,59% (+1 bp), o DI jan/29 a 13,84% (0 bps) e o DI jan/31 a 14,04% (-4 bps). As NTN-Bs recuaram, com a B29 a 7,50% (vs. 7,78%), B35 a 7,56% (vs. 7,74%) e B50 a 7,37% (vs. 7,45%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (11) em alta de 0,04%, aos 3.748,63 pontos, e registrou queda de 0,56% no acumulado da semana passada, pressionado principalmente pelo desempenho dos FIIs de recebíveis.

Para a classe de fundos imobiliários, a deflação do IPCA de agosto pode afetar a distribuição de proventos de curto prazo de alguns fundos de recebíveis indexados ao índice, fator que pode ter contribuído para o desempenho semanal do segmento (-1,11%). Ainda assim, entendemos que esse impacto será limitado, uma vez que diversos fundos tendem a suavizar ou até mesmo neutralizar seus efeitos por meio da utilização de reservas acumuladas para complementar a distribuição de rendimentos. Além disso, o IPCA de setembro deverá reverter parte da deflação observada no dado mais recente, com nosso time Macro projetando alta de 0,59% para o indicador no mês. Essa expectativa reforça nossa visão de que os impactos sobre a distribuição de rendimentos de alguns FIIs de recebíveis nos próximos meses tendem a ser pontuais.

No âmbito setorial, o desempenho foi heterogêneo entre os segmentos. Entre os fundos de shopping centers, o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acendeu um sinal de alerta ao apontar queda real de 2% A/A nas vendas em agosto, o pior resultado para o mês desde 2020 (Link). O dado sugere uma dinâmica mais desafiadora para os lojistas e, consequentemente, para os fundos do segmento. Diante desse cenário, reiteramos nossa preferência por fundos expostos a shoppings consolidados, dominantes em suas regiões e voltados predominantemente ao público das classes A e B, características que tendem a conferir maior resiliência operacional no ambiente atual.

O desempenho dos demais segmentos foi misto ao longo da sessão. Os fundos híbridos lideraram os ganhos do dia, com valorização de 0,81%, seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (+0,21%) e pelos ativos logísticos (+0,21%). Os fundos de tijolo avançaram 0,16% no agregado, sustentados também pela alta das lajes corporativas (+0,16%).

Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira (11), sobressaíram RBRP11 (+5,4%), MFII11 (+2,9%) e BRCR11 (+2,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por URPR11 (-1,7%), TOPP11 (-1,7%) e KORE11 (-1,6%). Saiba mais.

Economia

Na agenda da semana, destaque para as decisões de juros do Fed, do Banco da Inglaterra e do Banco do Japão, além dos dados de atividade de agosto na China.

No Brasil, o Copom deve cortar a taxa Selic em 0,25 p.p., para 13,75%. O IBGE divulga as vendas no varejo de julho e o Banco Central publica o IBC-Br do mesmo mês, para o qual projetamos nova contração na margem.

 

( da redação com informações de agência. Edição: Politica Real)