31 de julho de 2025
SUPER EL NIÑO

Metade dos moradores do Sul teme chuvas intensas com o agravamento da mudança climática, informa pesquisa Nexus

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Enchentes no Rio Grande do sul Foto: Agencia Brasil

(Brasília-DF, 10/09/2026) Nesta quinta-feira, 10, pesquisa da Nexus aponta que chuvas intensas são as principais consequências sentidas por moradores do Sul com o avanço de eventos climáticos extremos no Brasil.

Metade (49%) dos brasileiros que vivem no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apontou enchentes ou alagamentos como os fenômenos mais sentidos no último ano. O Sul foi a única região em que esse tipo de efeito climático ficou na frente de fortes ondas de calor (44%), evento extremo mais citado por quem vive no Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste do país.

As cidades do Sul também foram as únicas gravemente atingidas por tempestades de vento e granizo nos últimos 12 meses, resposta de 30% dos entrevistados.

Esses tipos de fenômenos fazem parte das mudanças sentidas pelos moradores do Sul nos últimos 12 meses. Ao todo, 83% de quem vive na região disse sentir muito (58%) ou um pouco (25%) que o clima ficou mais extremo de alguma forma. Apenas 15% relataram não sentir nenhuma diferença.

“Ao contrário do relatado pelo restante do Brasil, onde o calor extremo é o fenômeno mais sentido, os moradores do Sul estão preocupados com as enchentes. As inundações de 2024 ainda estão vivas na memória de quem mora na região e a promessa da chegada de um El Niño que trará eventos climáticos extremos, preocupa”, explicou o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

Para 59% dos moradores do Sul, os eventos climáticos extremos no país são consequências de ações humanas. Outros 25% acreditam que são somente fenômenos naturais, sem associação com ações humanas e 13% acreditam que é uma combinação dos dois.

 Sul é região com maior conhecimento sobre El Niño

Os efeitos desastrosos das enchentes que atingiram o Sul do país em 2024 deixaram a população mais alerta. A região é a que tem maior conhecimento sobre o El Niño, com 32% dos moradores que conhecem bem e acompanham muito o tema, o dobro da média nacional (16%) e muito acima de quem vive no Sudeste (14%), Nordeste (12%), Norte (12%) e Centro-Oeste (10%) do país. Somando quem acompanha muito e quem acompanha um pouco o assunto, o Sul têm 58% dos moradores com conhecimento significativo do El Niño, em todo o Brasil são 34%.

Na outra ponta da tabela, apenas 16% dos sulistas nunca ouviram falar do fenômeno, 20 pontos percentuais abaixo da média nacional, de 36%. Mais uma vez, a região é, disparada, a com menor desconhecimento sobre o El Niño frente ao Sudeste (35%), Centro-Oeste (40%), Nordeste (43%) e Norte (43%) do Brasil.

“Os desafios enfrentados pelo Sul do país nos últimos anos, com cidades parcialmente submersas e infraestruturas destruídas por fortes chuvas, fizeram com que os moradores ficassem mais conscientes das mudanças climáticas que ocorrem em todo o mundo”, apontou Tokarski.

Apesar dos desafios enfrentados pela região, os moradores do Sul são os que mais consideram suas cidades e os governos locais parcialmente (14%) ou totalmente (5%) preparados para lidar com as consequências dos efeitos climáticos extremos como o El Niño: são 19% frente a 11% da média nacional.

METODOLOGIA

Foram realizadas 2.000 entrevistas presenciais, com abordagem face-a-face domiciliar e coleta de dados georreferenciados. A pesquisa foi realizada com amostra representativa de todos os estados, controlada, estratificada e segmentada por sexo, idade, renda e região.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)