DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil nenhum indicador econômico relevante será publicado
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(Brasília-DF, 09/09/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil nenhum indicador econômico relevante será publicado.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,0%; Nasdaq 100: +0,1%), após a sessão negativa da véspera. Na Europa, o Stoxx 600 recua cerca de 1,0%, pressionado pelos setores de varejo, viagens e lazer e bancos. Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única: o Kospi (Coreia) avançou 1,4%, o Nikkei 225 (Japão) ganhou 0,1%, enquanto na China o CSI 300 subiu 0,3% e o Hang Seng recuou 0,2%.
O mercado acompanha a disparada do petróleo, com o Brent rompendo os US$ 100/barril pela primeira vez desde julho, em alta de mais de 2%, e o WTI próximo de US$ 95/barril, depois de o Exército americano destruir cinco petroleiros iranianos em retaliação a uma tentativa de ataque a um navio de guerra dos EUA. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido duas embarcações americanas e oito petroleiros no Golfo, o que impulsionou as ações de energia na Europa. Além das dúvidas sobre a persistência do conflito, os investidores já precificam 60% de chance de uma alta de 25 pontos-base pelo Fed neste mês, segundo o CME Group. Os investidores também direcionam o foco para a agenda corporativa, com os resultados de Oracle e Adobe na quinta-feira, além dos indicadores PPI e CPI de agosto, na quinta e sexta-feira respectivamente.
Destaque para a divulgação dos principais dados de inflação da China em agosto. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) acelerou de 3,5% para 3,8% no acumulado em 12 meses, ligeiramente acima das expectativas. Por sua vez, o índice de preços ao consumidor (CPI) avançou de 0,5% para 0,8% na mesma métrica, em linha com as projeções.
IBOVESPA +1,20% | 187.366 Pontos. CÂMBIO -0,77% | 5,08/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 1,2%, aos 187.367 pontos, atingindo o maior patamar desde abril. O cenário político doméstico permaneceu no centro das atenções, reforçando o trade eleitoral e contribuindo para a forte queda dos juros futuros. A alta de 3,3% do petróleo Brent também impulsionou as ações de Óleo & Gás.
Na ponta positiva, as maiores altas do dia vieram de papéis domésticos mais sensíveis à trajetória de juros, como MRV (MRVE3, +4,7%) e Yduqs (YDUQ3, +3,2%), acompanhando o fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, Motiva (MOTV3, -3,0%) recuou após as ações passarem à condição ex-provento, referente ao pagamento de R$ 1,45 bilhão em juros sobre capital próprio.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam sem direção única ontem. Nos EUA, as taxas das Treasuries avançaram no retorno do feriado, refletindo a alta do petróleo diante das tensões no Oriente Médio e a expectativa de uma postura mais cautelosa do Fed antes da divulgação dos dados de inflação. A T-note de 2 anos encerrou a 4,39% (+2bps), a de 10 anos a 4,79% (+1bp) e o T-bond de 30 anos a 5,25% (+1bp).
No Brasil, a curva de juros voltou a fechar de forma expressiva, sobretudo nos vencimentos mais longos, impulsionada por novas pesquisas eleitorais que reforçaram a percepção de maior probabilidade de alternância de poder em 2027 e consequente redução do prêmio de risco fiscal. O DI jan/27 encerrou a 13,58% (0bps), o DI jan/29 a 13,72% (-13bps) e o DI jan/31 a 13,91% (-18bps). A melhora do ambiente doméstico também favoreceu a demanda por títulos públicos, com o Tesouro registrando colocação integral de NTN-Bs em um relevante leilão (R$ 9,7 bilhões em volume financeiro). A NTN-B fechou com a B29 a 7,70% (vs. 7,78%), a B35 a 7,63% (vs. 7,74%) e a B50 a 7,42% (vs. 7,45%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,22%, aos 3.761,37 pontos.
O desempenho foi majoritariamente negativo entre os segmentos acompanhados. Os fundos híbridos lideraram as perdas do dia, com recuo de 0,90%, seguidos pelas lajes corporativas (-0,42%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,21%), enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou queda de 0,20%. Já os fundos de tijolo apresentaram variação próxima da estabilidade (-0,06%), refletindo o desempenho misto entre ativos logísticos (+0,21%) e fundos de shoppings (-0,04%).
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSLG11 (+5,4%), VRGR11 (+3,2%) e LIFE11 (+2,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRXF11 (-3,9%), RECR11 (-2,1%) e VRII11 (-1,9%).
Economia
No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central apresentou queda sutil na mediana das expectativas de mercado para o IPCA de 2026, de 5,01% para 5,00%. Por sua vez, a projeção para a inflação de 2027 avançou marginalmente de 4,28% para 4,29%. As previsões para a taxa Selic continuaram em 13,75% no final deste ano e 12,00% no final do ano que vem.
Hoje, o destaque da agenda internacional será o relatório semanal de empregos ADP dos Estados Unidos, trazendo uma leitura atualizada das condições do mercado de trabalho privado. No Brasil, nenhum indicador econômico relevante será publicado.
(da redação com informações de agência. Edição: Política Real)