Ultraconservadores pelo mundo celebram vitória da AfD em estado da Alemanha
Veja. mais
Publicado em
Com agências.
(Brasília-DF, 07/09/2026) Nesta segunda-feira, 07, após a confirmação da votação esmagadora obtida pela Alternativa da Alemanha (AfD) na Saxônia-Anhalt gerou comemorações de figuras que simpatizam com o partido de ultradireita em várias partes do mundo.
A vitória é simbólica por colocar a ultradireita no caminho para assumir um governo estadual pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. O diretório da AfD no estado é considerado uma "organização extremista de direita" por autoridades de inteligência.
Além disso, o resultado é lido como expressão de descontentamento popular com a União Conservadora Cristã (CDU), a legenda do chanceler federal alemão, Friedrich Merz.
Não está definido se a AfD de fato conseguirá formar um governo na Saxônia-Anhalt. Por pouco, o partido não obteve a maioria dos assentos no Parlamento estadual. Entretanto, nunca obteve um percentual de votos tão alto numa eleição para o governo de um estado alemão.
Trumpismo
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump não comentou explicitamente. Mas, na própria rede social, compartilhou um gráfico dos resultados da eleição em alemão.
Já Richard Grenell, antigo embaixador americano na Alemanha durante o primeiro mandato do republicano, celebrou abertamente o que chamou de "uma grande vitória e um novo dia" para o país europeu.
"O povo está pronto para mudanças não importa quais nomes você dê a elas," ele escreveu numa rede social.
O trumpismo e a ultradireita alemã costumam cortejar um ao outro. Logo após tomar posse em janeiro de 2025, o vice-presidente J.D. Vance expressou apoio velado à plataforma da AfD durante a Conferência de Segurança de Munique, o que gerou mal-estar com o governo em Berlim.
Elon Musk
Um longevo apoiador da AfD, o magnata da tecnologia foi um dos primeiros a comemorar o resultado. Em resposta a uma publicação nas redes sociais de Alice Weidel, co-líder do partido de ultradireita alemão, ele respondeu: "Muito bem!"
Em reação, o candidato da AfD a governador na Saxônia-Anhalt, Ulrich Siegmund, agradeceu a Musk pelo apoio, afirmando que aquela era uma "oportunidade para cooperação forte e construtiva". "A Alemanha seria de novo um lugar que vale a pena visitar," afirma.
Antes das eleições federais do ano passado, Musk descreveu o partido como "a melhor esperança para o futuro da Alemanha.
Viktor Orbán
Derrotado por ampla margem em eleições deste ano, o ex-primeiro-ministro da Hungria disse que as eleições na Saxônia-Anhalt eram uma "noite gigante para a Alemanha e para a Europa".
Um expoente da ultradireita no continente, ele congratulou diretamente as lideranças da AfD e escreveu numa rede social: "Apertem os cintos. É apenas o início!"
Já no poder, o sucessor de Orbán obteve uma maioria suficiente para reverter as suas reformas, que abalaram os alicerces da democracia húngara.
André Ventura, do Chega
Em Portugal, o deputado e líder do partido Chega, de ultradireita, disse: "A AfD teve hoje uma vitória histórica no Estado da Saxónia-Anhalt. Ainda não sabemos se há ou não maioria absoluta, mas também os alemães estão a abrir os olhos contra a imigração ilegal e descontrolada, a corrupção e a captura da nossa liberdade e identidade. Parabéns!"
Governo italiano
Na Itália, onde governa a ultradireita, o vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, chamou o resultado de um sintoma da "democracia".
"Um sucesso estrondoso, que evidencia a forte demanda por mudança, segurança e emprego. Na cara daqueles que, na esquerda, alimentavam medos e cenários catastróficos. Medo? Terror? Perigo? Não, isso se chama democracia. Outra Europa é possível," ele afirmou.
Em contrapartida, Antonio Tajani, ministro das Relações Exteriores, falou em "notícias terríveis", chamando a AfD de uma antítese "dos valores liberais e ocidentais."
Santiago Abascal, do Vox
O político espanhol e presidente do partido Vox, também de ultradireita, chamou o resultado de "espetacular" e "uma grande esperança para a Alemanha e a Europa".
( da redação com informações DW. Edição: Política Real)