31 de julho de 2025
MUNDO

Extrema direita alemã tem vitória esmagadora, a maior depois do fim do Nazismo, porém não vai governar sozinha em estado do leste alemão

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Ulrich Siegmund, o candidato da AfD ao governo da Saxônia-Anhalt Foto: DPA e DW

Com agências

(Brasília-DF, 07/09/2026) Nesse domingo, 06, o  partido alemão AfD venceu a eleição no estado da Saxônia-Anhalt, no leste do país, ficando muito à frente de seus principais rivais

No entanto, resultados preliminares mostram que o partido não alcançou a maioria absoluta necessária para governar sozinho — obtendo 43,8% dos votos, contra 17,2% do partido conservador CDU. A AfD agora terá de conduzir negociações complexas com outros partidos para tentar comandar o Estado

A secretária-geral da CDU, Franziska Hoppermann, disse que sua sigla não trabalha com "extremistas de extrema direita". O chanceler alemão Friedrich Merz, que é da CDU, se reunirá na segunda-feira com para discutir a derrota sofrida para a AfD.

A AfD saudou o resultado como uma "consequência histórica", e o líder do grupo no Estado, Ulrich Siegmund, disse que eles querem começar a governar o quanto antes.

Nenhum partido de direita radical conquistou o controle de um Estado na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial, e governar em nível estadual significaria ter poderes sobre a polícia, a educação local e a cultura.

A Saxônia-Anhalt tem uma pequena população de 2,1 milhões de habitantes (o país tem cerca de 83 milhões de pessoas) e o partido AfD no Estado é avaliado por analistas alemães como "extremista de direita", uma classificação rejeitada por Siegmund.

 

Ele, junto com os líderes nacionais da legenda, Alice Weidel e Tino Chrupalla, ficaram eufóricos quando as pesquisas de boca de urna revelaram que o partido caminhava para obter mais que o dobro dos números alcançados em 2021.

Comentaristas e adversários políticos classificam o resultado como um divisor de águas e uma ruptura com o passado.

A principal emissora de TV do país, a Das Erste, cancelou seu lendário drama policial Tatort para se concentrar na cobertura da eleição.

"Isso não diz respeito apenas à Saxônia-Anhalt", disse Siegmund aos apoiadores. "É um sinal para toda a Alemanha. Um sinal de autoconfiança."

Repercussão

O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou uma captura de tela da projeção da TV alemã em sua rede social, a Truth Social.

Na sequência, o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev fez uma captura da publicação de Trump e elogiou a "vitória histórica da pragmática AfD".

Dmitriev já havia elogiado a AfD, que é simpática à Rússia, como "o partido da esperança e da razão, da cooperação, da verdade e da esperança para a Alemanha".

Antes da eleição federal alemã do ano passado, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, declarou apoio ao partido, em um movimento criticado na Alemanha e taxado de interferência política.

O primeiro-ministro polonês de centro-direita, Donald Tusk, fez comentários em outro sentido, dizendo que "na Polônia, apenas idiotas e traidores podem comemorar o triunfo da AfD".

Sem cadeiras suficientes para formar um governo de maioria, Ulrich Siegmund até agora havia se recusado a liderar um governo minoritário, embora os líderes nacionais do partido considerem essa uma possibilidade.

"Se for preciso, simplesmente haverá novas eleições, e então conseguiríamos 50% ou 55%", disse Siegmund, acrescentando que estava disposto a trabalhar com parlamentares individuais ou com um partido.

( da redação com informações da BBC. Edição: Política Real)