Forças dos EUA informam que atacaram três petroleiros iranianos após Guarda Revolucionária Islâmica ter lançado mísseis balísticos contra dois navios da Marinha americana
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Com agências
(Brasília-DF, 05/09/2026) Talvez você tenha esquecido, mas tem uma guerra no Oriente Médio. Neste sábado, 05, as Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter atacado três petroleiros iranianos, apontando que a ação foi executado após o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) ter lançado mísseis balísticos contra dois navios da Marinha americana que patrulhavam as águas da região.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA (Centcom) afirmaram que um porta-aviões e um destroier lança-mísseis dos EUA "conseguiram esquivar com sucesso múltiplos ataques iranianos" e nenhum membro do pessoal americano ficou ferido.
Após esses ataques, as forças americanas "inutilizaram de forma permanente" os petroleiros do CGRI M/T Downy, na costa da ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, e o M/T Stark 1, perto de Jask, no Golfo de Omã.
Além disso, as forças dos EUA afirmaram que destruíram completamente o petroleiro sem carga M/T Kylo, também conhecido como 'Noxen', no Golfo de Omã, "atingindo o navio em múltiplos pontos críticos para deixá-lo inoperante depois que foi ordenado à tripulação que abandonasse a embarcação".
O Centcom afirmou que os três petroleiros atacados fazem parte de uma rede clandestina avaliada em bilhões de dólares que financia o CGRI e seus aliados regionais, e que o Irã não dispõe de meios para defendê-los.
"Que a mensagem ao CGRI fique clara: se vocês dispararem contra dois de nossos navios, imporemos um custo econômico ainda maior, afundando três dos seus. Não hesitaremos em defender as forças americanas e, se necessário, destruir a limitada e vulnerável frota petroleira do Irã", expressou o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, no comunicado.
Os novos ataques dos EUA contra petroleiros iranianos ocorrem enquanto os preços dos combustíveis disparam devido à guerra, iniciada há mais de seis meses e que interrompeu o tráfego no estratégico Estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do petróleo mundial antes do conflito.
No país, o preço médio da gasolina nos EUA registrou o recorde histórico de cerca de US$ 4,14 por galão (3,785 litros) neste fim de semana do Dia do Trabalho, feriado que marca o fim do verão no país, segundo dados da Associação Americana do Automóvel (AAA).
A organização relacionou esta alta dos preços à "persistente volatilidade no Estreito de Ormuz, que impulsionou o preço do petróleo bruto para a faixa dos 90 dólares por barril".
( da redação com informações da EFE e DW. Edição: Política Real)