31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil mercado atento ao STF e Banco Master

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 04/09/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil os mercados continuarão monitorando as notícias do Supremo Tribunal Federal e as investigações sobre o caso do Banco Master.

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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta, mas em magnitudes distintas (S&P 500: +0,0%; Nasdaq 100: +0,4%), à espera do relatório de emprego de agosto, depois que comentários mais brandos do diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) Christopher Waller reduziram para cerca de 50% a probabilidade de alta de juros em setembro. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve queda (-0,1%). Na Ásia, os mercados fecharam em direções opostas: o Kospi (Coreia) avançou 1,6% e o Nikkei 225 (Japão) subiu 0,9%, enquanto na China, o CSI 300 recuou 0,1% e o Hang Seng avançou 1,7%.

O mercado acompanha o payroll de agosto, para o qual o consenso espera criação de 58 mil vagas, com taxa de desemprego estável em 4,1%. O Brent recua 0,3%, para próximo de US$ 95/barril, mas acumula alta de cerca de 5% na semana, sustentado pela retomada das hostilidades no Oriente Médio e pela incerteza sobre o tráfego no Estreito de Ormuz. Os investidores também direcionam o foco para os resultados de Oracle na próxima semana, além do CPI, apontado como o dado decisivo para o Fed.

IBOVESPA -0,01% | 185.188 Pontos. CÂMBIO -0,61% | 5,09/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a quinta-feira praticamente estável, em queda de 0,01%, aos 185.188 pontos, interrompendo uma sequência de 11 altas consecutivas. O índice chegou a avançar cerca de 1,0% durante a sessão, com o mercado repercutindo o cenário político, mas perdeu força com a pressão de Vale e das ações ligadas a petróleo. Ainda assim, a sessão teve amplitude positiva, com 50 dos 77 papéis do índice em alta.

Na ponta positiva, CSN (CSNA3, +6,7%) esteve entre os principais destaques após Benjamin Steinbruch deixar o cargo de CEO, sendo substituído por Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale. Já a PRIO (PRIO3, -4,5%) liderou as quedas do índice, acompanhando a correção das ações do setor de petróleo.

Renda Fixa

Os juros futuros fecharam em queda novamente. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries recuaram, com a T-note de 2 anos a 4,34% (-3 bps), a T-note de 10 anos a 4,77% (-1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,25% (-1 bp).

No Brasil, a curva de DI acompanhou o movimento externo e seguiu favorecida pelo arrefecimento da inflação, sinais de moderação da atividade e pela redução dos prêmios de risco associados ao cenário eleitoral, com o DI jan/27 a 13,58% (0 bp), o DI jan/29 a 13,89% (-6 bps) e o DI jan/31 a 14,15% (-5 bps). A NTN-B acompanhou o movimento, com a B29 a 7,82% (vs. 7,89%), a B35 a 7,78% (vs. 7,86%) e a B50 a 7,47% (vs. 7,51%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 0,20%, aos 3.761 pontos.

Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do mercado. As lajes corporativas lideraram as altas do dia, com valorização de 0,92%, seguidas pelos fundos híbridos (+0,41%) e pelos fundos de shoppings (+0,34%). Os fundos de tijolo avançaram 0,35% no agregado, impulsionados também pelos ativos logísticos (+0,18%). Já o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,26%, enquanto os fundos de recebíveis apresentaram leve recuo de 0,08%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram PVBI11 (+4,2%), BTAL11 (+2,1%) e LIFE11 (+2,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por GZIT11 (-3,1%), HSAF11 (-2,5%) e VISC11 (-1,5%).

Economia

Destaque para os dados do mercado de trabalho de agosto nos EUA. Um resultado mais forte poderia reforçar a perspectiva de que o Fed elevará as taxas de juros neste mês. Ontem, a probabilidade de alta de juros diminuiu nos mercados futuros depois que o dirigente do Fed Christopher Waller afirmou que dados econômicos recentes mostravam sinais encorajadores de desinflação.

No Brasil, os mercados continuarão monitorando as notícias do Supremo Tribunal Federal e as investigações sobre o caso do Banco Master. Publicamos nosso relatório Brasil Macro Mensal, destacando a desaceleração mais cedo do que esperávamos da atividade econômica este ano.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)