DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para divulgação do PIB pelo IBGE
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(Brasília-DF, 01/09/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção a divulgação do PIB pelo IBGE.
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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -1,0%), com os investidores digerindo a nova escalada de tensões no Oriente Médio, depois que os Estados Unidos atingiram duas plataformas de lançamento de foguetes na ilha iraniana de Larak e um navio-tanque foi atingido ao cruzar o Estreito de Ormuz.
Na Europa, o Stoxx 600 opera também em queda de 0,8%. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em baixa: o Nikkei 225 (Japão) caiu 1,2%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 0,3% e o Hang Seng recuou 0,9%; em contrapartida, o Kospi (Coreia) avançou 0,2%.
O mercado acompanha a alta do petróleo, com o Brent subindo 2,0%, para cerca de US$ 92/barril, diante do risco de interrupção do fluxo pelo Estreito de Ormuz, que sustenta as ações de energia e pressiona setores sensíveis a custos. Além disso, a leitura hawkish do discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole, levou o mercado a ampliar as apostas em uma elevação de juros na reunião de setembro e empurrou o rendimento da Treasury de 10 anos para 4,788%. Os investidores também direcionam o foco para o ISM industrial, divulgado hoje, e para o ISM de serviços, na quinta-feira, além do relatório de payroll de agosto, na sexta-feira, e do balanço da Broadcom, na quarta-feira após o fechamento.
Economia
Em relação ao noticiário geopolítico, destaque aos ataques militares entre Estados Unidos e Irã – os primeiros em cerca de um mês – que levaram o preço do petróleo (Brent) a subir cerca de 3% ontem, para US$ 91 por barril. Esse movimento reforçou as apostas em alta de juros nos Estados Unidos, com o mercado precificando 2/3 de chances de elevação na próxima reunião de política monetária do Federal Reserve (15-16 de setembro).
IBOVESPA +1,00% | 177.418 Pontos. CÂMBIO -0,36% | 5,18/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 1,0%, aos 177.419 pontos, no nono pregão consecutivo de ganhos. O movimento combinou a forte alta do petróleo, após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, com a repercussão de novas pesquisas eleitorais. Enquanto a alta da commodity beneficiou as petroleiras, o cenário político impulsionou as ações domésticas.
Na ponta positiva, destaque para as construtoras MRV (MRVE3, +6,17%) e Cyrela (CYRE3, +5,52%), as maiores altas do índice. Na ponta negativa, ações de companhias exportadoras, como Vale (VALE3, -0,93%), Embraer (EMBJ3, -1,82%) e Suzano (SUZB3, -1,50%) recuaram.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem praticamente estáveis. Nos EUA, a curva operou sem direção única, com a T-note de 2 anos a 4,34% (-1 bp), a T-note de 10 anos a 4,74% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,24% (+3 bps).
No Brasil, o DI jan/27 encerrou a 13,62% (+1 bp), o DI jan/29 a 14,18% (+1 bp) e o DI jan/31 a 14,48% (-3 bps), refletindo a cautela dos investidores diante do aumento de ruídos no cenário político e da manutenção da pressão externa sobre os juros globais. A NTN-B teve pouca oscilação, com a B29 a 7,95% (estável), a B35 a 7,91% (vs. 7,92%) e a B50 a 7,49% (vs. 7,50%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em alta de 0,59%, aos 3.762,79 pontos.
Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do mercado. As lajes corporativas lideraram as altas do dia, com valorização de 1,13%, seguidas pelos fundos de shoppings (+0,88%) e pelos fundos híbridos (+0,67%). Os fundos de tijolo avançaram 0,66% no agregado, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,65%. Já os fundos de recebíveis encerraram a sessão com valorização de 0,42%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram XPSF11 (+6,8%), RZAT11 (+4,4%) e VINO11 (+3,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por GZIT11 (-1,9%), SNCI11 (-1,3%) e BTAL11 (-1,2%).
No Brasil, o governo federal apresentou ontem o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, com projeção de superávit primário de R$ 18,6 bilhões — superando a meta fiscal em R$ 10,1 bilhões. A estimativa é sustentada por premissas otimistas de receita, incluindo expansão de 2,5% para o PIB no próximo ano. Projetamos déficit total de R$ 47,8 bilhões em 2027 (0,3% do PIB), refletindo projeções de crescimento do PIB mais conservadoras e a exclusão de medidas de elevação de receitas de concretização incerta.
Hoje, dados de atividade e mercado de trabalho dos Estados Unidos serão os destaques da agenda econômica internacional: sondagem industrial ISM de agosto e abertura de vagas de emprego – relatório JOLTS – de julho. Conforme já divulgado nesta manhã, a inflação ao consumidor da Zona do Euro acelerou de 2,9% em julho para 3,3% em agosto (acumulado em 12 meses), em linha com as expectativas. Já o núcleo da inflação — que exclui itens voláteis de alimentos e energia — recuou sutilmente de 2,5% para 2,4%, enquanto o mercado esperava estabilidade.
Na agenda doméstica, o PIB do 2º trimestre ocupará o centro das atenções. Estimamos alta de 0,4% para o PIB total em comparação ao 1º trimestre de 2026 (e de 1,9% em relação ao 2º trimestre de 2025). Pelo lado da oferta, os principais setores devem registrar crescimento, embora em ritmo mais moderado do que no trimestre anterior. Pelo lado da demanda, a absorção doméstica deve mostrar solidez, com avanço tanto do consumo quanto dos investimentos em ativos fixos. Olhando adiante, entretanto, a atividade deve desacelerar de forma acentuada. Prevemos que o PIB crescerá 2,0% em 2026 e 1,0% em 2027, com viés de baixa.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)