31 de julho de 2025
CONTAS PÚBLICAS

Tesouro Nacional, faltando poucos dias para envio do Orçamento do Congresso, revela que Governo Federal registrou um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho

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Por Política Real com assessoria
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Tesouro Nacional divulgou Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 27/08/2026) Na tarde desta quinta-feira,27, a Secretaria do Tesouro Nacional(STN), faltando poucos dias para o Governo Federal encaminhar ao Congresso Nacional a proposta de orçamento federal para 2027, apontando que em julho de 2026, o Governo Central registrou um superávit primário de R$ 10,8 bilhões, enquanto no mesmo mês do ano anterior foi registrado déficit de R$ 59,1 bilhões, em valores correntes.  Veja a íntegra do resultado AQUI.

O resultado do mês superou a mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontou para um déficit de R$ 5,5 bilhões.

O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 33,0 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou um déficit de R$ 22,2 bilhões. Comparado a julho de 2025, o resultado primário refletiu o crescimento real de 7,7% da receita líquida (+R$ 16,1 bilhões), combinado com a redução de 20,7% das despesas totais (-R$ 56,4 bilhões).

O crescimento real da receita líquida foi favorecido pelas Receitas Administradas pela RFB, que aumentaram 7,1% (+R$ 11,9 bilhões), pelas Receitas Não Administradas pela RFB, com expansão de 16,8% (+R$ 4,9 bilhões), e pela Arrecadação Líquida para o RGPS, que avançou 7,4% (+R$ 4,2 bilhões).

No que se refere às despesas, a redução observada em julho foi influenciada, principalmente, pela diferença no cronograma de pagamento de precatórios entre os dois exercícios, concentrados em março de 2026 e, em 2025, majoritariamente em julho.

Esse efeito contribuiu para as reduções em Sentenças Judiciais e Precatórios (-R$ 37,1 bilhões), Benefícios Previdenciários (-R$ 18,1 bilhões) e Pessoal e Encargos Sociais (-R$ 4,2 bilhões), uma vez que as duas últimas rubricas também incluem pagamentos de precatórios de natureza previdenciária e de pessoal. Entre as demais variações, destacaram-se o aumento dos Créditos Extraordinários (+R$ 4,2 bilhões), decorrente, principalmente, das medidas de mitigação dos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio, e a redução das Obrigatórias com Controle de Fluxo (-R$ 1,3 bilhão), explicada, sobretudo, pelas menores despesas com Bolsa Família e com Saúde. Também foram observadas redução em Subsídios, Subvenções e Proagro (-R$ 1,0 bilhão) e elevação das despesas com Abono e Seguro Desemprego (+R$ 0,9 bilhão). Por último, as Transferências por Repartição de Receita aumentaram R$ 4,9 bilhões, refletindo, principalmente, os maiores repasses de FPM/FPE/IPI-EE (+R$ 2,6 bilhões) e de receitas de Exploração de Recursos Naturais (+R$ 2,2 bilhões).

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Governo Central apresentou déficit primário de R$ 81,3 bilhões, ante déficit de R$ 70,3 bilhões no mesmo período de 2025, em valores correntes. O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 177,1 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou déficit de R$ 258,4 bilhões. Em termos reais, a receita líquida cresceu 5,9% (+R$ 84,0 bilhões), enquanto a despesa total aumentou 6,2% (+R$ 92,9 bilhões).

O crescimento da receita líquida no acumulado refletiu, principalmente, o aumento das Receitas Administradas pela RFB (+R$ 79,3 bilhões) e da Arrecadação Líquida para o RGPS (+R$ 25,3 bilhões).

A Arrecadação Líquida para o RGPS cresceu R$ 25,3 bilhões, principalmente em razão do crescimento real da massa salarial e da geração líquida de empregos formais, com destaque para os setores de serviços, construção e indústrias de transformação. Também contribuíram os maiores recolhimentos do Simples Nacional previdenciário e os efeitos da reoneração escalonada da folha de pagamentos e da contribuição patronal dos municípios.

( da redação com informações de assessoria e Tesouro Nacional. Edição: Política Real)