Após ligação de Trump, EUA e Brasil retomam diálogo sobre tarifas; quem acompanhou a ligação informa que Trump perguntou como estavam as eleições no Brasil
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(Brasília-DF, 21/08/2026) Ainda nessa sexta-feira, 21, após os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, conversarem ao telefone por 1 h 20 os dois países retomaram conversações sobre tarifas de exportação-importação.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) deverão se reunir na próxima semana com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para retomar as negociações comerciais entre os dois países.
A reunião ainda terá a data acertada pelas equipes dos dois governos. O Mdic confirmou ter recebido contato do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
A retomada das tratativas abre um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Ligação de Lula
Segundo pessoas que presenciaram a ligação entre Lula e Donald Trump, as eleições brasileiras apareceram no telefonema, mas de forma breve. Foi Lula que ligou para Donald Trump.
Segundo apurou a BBC News Brasil, Trump quis saber como estava o processo eleitoral no Brasil, ao que Lula teria respondido que a disputa estava transcorrendo normalmente e manifestou sua confiança no sistema eletrônico de votação do país.
O assunto, segundo interlocutores, não avançou além disso.
Ainda o que a BBC News Brasil, Trump não teria mencionado Jair ou Flávio Bolsonaro durante a ligação.
No Planalto, a pergunta de Trump foi interpretada como uma referência protocolar. O tema chama atenção porque, há algumas semanas, Flávio Bolsonaro se reuniu com diplomatas de diversos países, inclusive dos EUA, e pediu que a comunidade internacional enviasse observadores para acompanhar as eleições brasileiras. Seu pai e aliados da direita já colocaram em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas.
( da redação com informações da Ag. Brasil e BBC Brasil. Edição: Política Real)