REAÇÃO: Sanae Takaichi sai em apoio ao TPI após sanções dos EUA contra a presidente da Corte, Tomoko Akane; União Europeia também sai em apoio ao TPI
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(Brasília-DF, 19/08/2026) Nesta quarta quarta-feira, Sanae Takaichi, a chefe de governo do Japão, que é uma conservadora e aliada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a decisão dos Estados Unidos de aplicar sanção contra o Tribunal Penal Internacional( TPI) é “desafortunada”.
“Em relação às sanções sobre a TPI, a presidente da Câmara Internacional, Tomoko Akane, o Ministério das Relações Exteriores acabou de enviar uma avaliação e achamos que a situação é muito desafortunada. Vamos lidar com essa questão continuando a nos comunicar com países relevantes, incluindo os Estados Unidos.”, disse.
No início do ano, a Primeira Ministra do Japão, Sanae Takaichi, tinha se encontrado com Tomoko Akane e já tinha afirmado o pleno apoio do Japão ao TPI. Ela é uma apoiadora do presidente Donald Trump.
Tomoko Akane,
Europa
Nesta quarta-feira, 19, a União Europeia também declarou pleno apoio ao TPI e lamentou a decisão dos Estados Unidos.
Veja a nota:
A União Europeia reitera o seu apoio inabalável ao Tribunal Penal Internacional (TPI). A UE lamenta profundamente a decisão dos Estados Unidos de impor sanções contra a presidente do Tribunal Penal Internacional, a juíza Tomoko Akane, e o advogado especializado em processos judiciais, Abdoulaye Seye.
O TPI é uma pedra angular do sistema de justiça criminal internacional e da luta global contra a impunidade. Desempenha um papel essencial para garantir a responsabilização pelos crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional como um todo. A sua independência, imparcialidade e capacidade para cumprir o seu mandato devem estar livres de pressão, intimidação ou interferência.
As sanções contra o Tribunal, os seus funcionários e pessoal prejudicam o seu trabalho. A UE apoia firmemente o TPI e continuará a prestar todo o seu apoio para garantir a proteção do Tribunal e do seu pessoal contra pressões ou ameaças externas.
A UE permanece inabalável no seu compromisso com o Estatuto de Roma e com a salvaguarda da independência e integridade do Tribunal.
( da redação com informações de redes sociais e agências. Edição: Política Real)