31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

Lula aparece com 43% e Flávio Bolsonaro com 40% no segundo turno; no primeiro turno fica Lula tem 38% e Flávio, 31%.

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Por Politica Real com agências
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Quaest anuncia segundo turno Foto: X de Felipe Nunes

(Brasília-DF, 14/08/2026)   Foi divulgada a primeira pesquisa Quaest, divulgada pela TV Globo na noite desta sexta-feira, 14, mostrando que no cenário estimulado em primeiro turno fica Lula tem 38% e Flávio, 31%.

No segundo turno, Lula marca 43% e Flávio, 40% - o que não acontecia desde junho/26.

Veja as postagens do CEO da Quaest Pesquisa, cientista político Felipe Nunes:

Nova pesquisa Quaest mostra uma eleição ainda polarizada, mas não totalmente decidida. A distância entre Lula e Flávio caiu no 1º turno e no 2º turno. Vamos mergulhar nos resultados!

No cenário estimulado, Lula tem 38% e Flávio, 31%. Ninguém mais passa de 4%. Ou seja: a direita tem várias opções, mas só Flávio se destaca nesse começo de campanha. O voto anti Lula está concentrado no candidato do PL.

A vantagem do Lula no primeiro turno vem do Nordeste (57%). Mas ele perde para Flávio no Sul (40%) e empata no Sudeste. Caiado tem 10% das intenções de voto no Centro-Oeste/Norte.

No público jovem, Lula e Flávio aparecem empatados (34 x 31). Aqui o destaque é Renan Santos, que tem 10% nesse segmento do eleitorado. No público 60+, vantagem de 7 pontos para Lula.

Outro dado interessante é o recorte de religião. Católicos preferem Lula (47%), evangélicos preferem Flávio (43%). Desde 2018 tem sido assim.

Chama atenção como a rigidez desse voto aparece desigual. Lula tem o voto mais firme (77%). Flávio vem depois (70%). Caiado e Renan têm 55% e 57%; Zema, só 23%. Há muito mais espaço para migração e voto útil entre os candidatos menores.

Com esses resultados de hoje, a disputa iria para um 2º turno entre Lula e Flávio, já que a soma de todos os candidatos dá 44%, contra 38% de Lula. Eles voltam a aparecer empatados na margem de erro: Lula marca 43% e Flávio, 40% - o que não acontecia desde junho/26.

A vantagem de Lula está construído pela votação no Nordeste, no eleitorado de até 2 salários, entre os pretos, quem tem até ensino fundamental e católicos. A vantagem de Flávio está no Sul, entre evangélicos, com quem recebe mais de 5 salários e tem ensino superior.

Contra Caiado, Lula teria uma vantagem maior, 7pp. Ele marca 44% e o ex-governador de Goiás, 37%. Ao longo do tempo, cai o percentual de branco/nulo/abstenção nesta disputa.

O que mais chama atenção aqui é o crescimento de Ronaldo Caiado no eleitorado do Sul do Brasil. Em maio/26 ele tinha 36% das intenções de voto, agora ele tem 50%. Em compensação, Lula melhorou na combinação Norte/Centro-Oeste

Renan Santos continua diminuindo a vantagem para Lula, pesquisa após pesquisa. As vésperas da eleição, Lula tem 44% e Renan 36% - diferença de 8pp.

Renan tem conseguido ganhar intenção de voto, especialmente, entre os mais jovens. No eleitorado de 16 a 34 anos, ele passou de 32% para 41% entre maio/26 e ago/26

Quem não tem conseguido manter seu desempenho do primeiro trimestre é o ex-governador de Minas. Lula tem 45% e Zema 34%. Essa distância já foi menor no começo do ano, logo após o Carnaval e os embates de Zema com o ministro Gilmar Mendes.

Na corrida do desconhecimento e rejeição dois destaques: (1) Lula e Flávio aparecem empatados, tanto em rejeição, quanto em potencial de voto. (2) As demais alternativas ainda tem muito chão para percorrer. Caiado é desconhecido por 43%, Zema por 47% e Renan por 65%.

A pesquisa mostra uma oscilação negativa na aprovação do governo: saiu de 48% para 46%. São variações muito marginais, mas que interromperam a trajetória positiva que Lula acumulou depois do lançamento do Desenrola.

O que mais chama atenção aqui é que essa variação negativa veio especialmente dos independentes, o eleitor pendular e volátil, que vai decidir a eleição, em se mantendo a polarização entre Lula e Flávio.

Um dos indicadores que pioraram nesses últimos dias foi a percepção sobre a economia. A percepção vinha despiorando ao longo do primeiro semestre, mas voltou a ficar mais negativa.

Síntese: Lula parte na frente; Flávio consolida sua condição de principal nome da oposição; e a corrida segue aberta porque a vantagem eleitoral do presidente convive com avaliação frágil do governo, com nomes alternativos muito desconhecidos ainda. Foram 2.004 entrevistas, de 10 a 13/8; margem de erro de 2 p.p. (95%). Registro no TSE: BR-06773/2026.

 

( da redação com informações de redes sociais. Edição: Política Real).