DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil um dos destaques é a divulgação da Ata do Copom
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(Brasília-DF, 10/08/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil está em destaque para divulgação da ata do Copom, IPCA de julho, as receitas de serviços (PMS) e as vendas no varejo (PMC) de junho.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,4%), diante de sinais contraditórios sobre um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz e da espera pelo CPI de julho, depois de o S&P 500 fechar em máxima histórica, na melhor semana desde abril.
Na Europa, o Stoxx 600 opera praticamente estável (+0,2%), com tecnologia e mineradoras liderando os ganhos, enquanto os setores automotivo e de mídia ficam para trás. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,4%, impulsionado pelos dados fracos de emprego nos EUA, o Kospi (Coreia) subiu 0,6%, enquanto na China o CSI 300 ganhou 0,2% e o Hang Seng subiu cerca de 1%.
O mercado acompanha a nova alta do petróleo, sustentada pela incerteza sobre a reabertura de Ormuz: o Brent avança 1%, para próximo de US$ 84/barril, e o WTI sobe 0,8%, para perto de US$ 79/barril, impulsionando o setor europeu de energia, que sobe 0,5%. O chanceler iraniano Abbas Araghchi negou negociações diretas com os EUA, afirmando que as mensagens são trocadas por intermediários, enquanto o Irã se diz próximo de um pacto com Omã sobre novas rotas de navegação, sem reabertura imediata do estreito. Na temporada de resultados, reportam Super Micro Computer e CoreWeave na terça-feira, e Applied Materials na quinta-feira. Veja os Top 5 temas globais da semana.
Economia
O relatório de emprego dos Estados Unidos surpreendeu negativamente em julho. Houve destruição líquida de 23 mil vagas, ante expectativa de criação de 80 mil postos. A taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%, mas o movimento refletiu a menor participação da força de trabalho. Os dados reforçam um quadro misto. A atividade segue resiliente e a inflação permanece distante da meta de 2,0%. Isso sustenta a expectativa de alta de 0,25 p.p. nos juros até o fim do ano. Ainda assim, a fraqueza do mercado de trabalho pode adiar esse movimento.
No campo geopolítico, o Irã divulgou no fim de semana uma extensa lista de exigências para reabrir o Estreito de Ormuz. As condições evidenciam sua força de barganha no conflito com Estados Unidos e Israel. Sinalizam, ainda, a disposição de manter fechado o tráfego de petroleiros por uma rota vital para a oferta global de energia.
Na agenda desta semana, os destaques serão os indicadores de inflação de julho nos Estados Unidos (CPI e PPI).
IBOVESPA -1,73% | 172.513 Pontos. CÂMBIO -0,21% | 5,09/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 3,1% em reais e de 3,2% em dólares, por conta da depreciação de 0,2% do real, aos 172.455 pontos.
Fleury foi o destaque positivo da semana (FLRY3, +10,8%), após resultados do 2T26 que reforçaram sólida execução e bom momento operacional da companhia (link).
Por outro lado, Marcopolo (POMO4, -15,1%) foi o destaque negativo, com resultados fracos do 2T26, pressionados por um mix de produtos menos favorável, maiores custos de matéria prima e efeitos cambiais desfavoráveis (link). Confira o Resumo Semanal da Bolsa
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana em queda. Nos EUA, o movimento foi impulsionado pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, além da divulgação de indicadores econômicos mais fracos do que o esperado, com destaque para o payroll abaixo das expectativas. A T-note de 2 anos encerrou a 4,19% (-6 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,64% (-5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,19% (-1 bp).
No Brasil, o movimento foi favorecido pelo recuo das Treasuries, pela queda dos preços do petróleo e pela manutenção das expectativas de cortes de juros no curto prazo. Nesse contexto, o DI jan/27 encerrou a 13,75% (-6 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,04% (-9 bps) e o DI jan/31 a 14,28% (-11 bps). As NTN-Bs apresentaram relativa estabilidade ao longo da semana, encerrando com a B28 a 8,23% (vs. 8,27%), a B35 a 8,13% (vs. 8,12%) e a B50 a 7,67% (vs. 7,68%).
IFIX
O IFIX encerrou a semana em queda de 1,24%, após o fim da principal data de anúncio de rendimentos, na sexta-feira (31/07) — movimento que historicamente gera certa pressão vendedora, reforçada pelo cenário macro volátil e pela renovação de tensões geopolíticas já conhecidas.
Nesse contexto, as quedas foram lideradas pelos fundos de tijolo (-1,22%), ante um recuo mais contido dos fundos de recebíveis (-0,59%). Entre os de tijolo, as lajes corporativas apresentaram o pior desempenho (-1,98%), enquanto os fundos multiestratégia/FOFs (-1,57%) também registraram quedas expressivas, refletindo a maior sensibilidade dessas duas classes às variações dos juros de longo prazo. Acreditamos que as recentes quedas voltaram a abrir uma janela de descontos expressivos em diversos ativos, ampliando a divergência entre preços de mercado e fundamentos operacionais, especialmente nos segmentos de tijolo e de FOFs/multiestratégia.
Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram BTAL11 (+3,7%), PVBI11 (+2,6%) e TRXF11 (+1,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-3,2%), VRTM11 (-1,8%) e BBIG11 (-1,6%). Saiba mais sobre os FIIs na semana.
No Brasil, o Banco Central publicará a ata da última reunião do Copom. O IBGE divulgará o IPCA de julho, para o qual esperamos deflação mensal em razão da queda dos preços de alimentos. Também serão conhecidas as receitas de serviços (PMS) e as vendas no varejo (PMC) de junho.
(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)