31 de julho de 2025
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INFLAÇÃO: IGP-DI de julho recua -0,86%, informa FGV-IBRE

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Por Política Real com assessoria
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Veja a prévia do IPA que compõe o IGP-DI Foto: site da FGV-IBRE

(Brasília-DF, 07/08/2026). Na manhã desta sexta-feira, 07, o que era aguardado pelo mercado, a FGV-IBRE divulgou o IGP-DI (O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna)  que caiu 0,86% em julho.

No mês de junho, a taxa havia sido de ‑0,79%. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,12% no ano e de 2,77% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-DI havia caído 0,07% e acumulava alta de 2,91% em 12 meses.

“Impacto de quedas acentuadas na indústria extrativa refletiu no IPA-DI ainda negativo em julho. Parte do recuo pode ser atribuída ao minério de ferro e bovinos, com taxas de -3,7% e -3,6%, respectivamente. Ainda pelo lado das quedas, no IPC, os grupos Alimentação e Transportes lideraram as variações negativas.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cai 1,31% em julho

Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,31%, queda menos intensa que a de -1,36% observada no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,96% em julho, aprofundando a queda em sua taxa em comparação à registrada no mês anterior, de -0,05%. Em movimento similar, o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, recuou de 0,01% em junho para -0,08% em julho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,73% em julho, acelerando em relação ao mês anterior, quando havia registrado taxa de 0,02%. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,11%, aprofundando a queda em sua taxa em comparação a junho, de -0,04%. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas caiu 3,02% em julho, queda menos intensa que a de -3,19% observada no mês anterior.

IPC fica em -0,08% em julho

Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou queda de 0,08%, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,36%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis classes apresentaram recuo: Alimentação (0,47% para ‑0,87%), Transportes (0,10% para ‑0,29%), Despesas Diversas (1,30% para ‑0,03%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,22%), Vestuário (‑0,52% para ‑1,22%) e Comunicação (0,02% para ‑0,06%). Em contrapartida, duas classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (0,37% para 1,06%) e Habitação (0,37% para 0,39%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe 0,61% em julho

Em julho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,61%, porém inferior à taxa de 0,78% observada em junho. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de junho para julho: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,56% para 0,31%; o grupo Serviços ampliou a alta de 0,15% para 0,37%; e o grupo Mão de Obra reduziu de 1,15% para 1,02%.

Núcleo de Inflação e Índice de Difusão do consumidor

O Núcleo do IPC registrou taxa de 0,25% em julho, abaixo do apurado no mês anterior, de 0,40%. Dos 85 itens componentes do IPC, 40 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 24 apresentaram taxas abaixo de ‑0,03%, linha de corte inferior, e 16 registraram variações acima de 0,45%, linha de corte superior. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 50,97%, 6,45 pontos percentuais abaixo do registrado em junho, quando o índice foi de 57,42%.

) da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)