Lula, em entrevista, disse que "vai enfrentar qualquer pessoa de fora que queira enfrentar no processo eleitoral"; Lula falou a podcast Meteoro
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Com agências.
(Brasília-DF, 05/08/2026) Nesta quarta-feira, 05, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não deverá participar de debates, segundo fontes da campanha presidencial, concedeu entrevista ao podcast Meteoro Brasil.
Lula esclareceu sua posição em relação à interferência externa na vida política do país, em particular nas eleições presidenciais, afirmado que o país está pronto para enfrentar desafios deste tipo.
O presidente declarou que o Brasil "vai enfrentar qualquer pessoa de fora que queira enfrentar no processo eleitoral".
Lula acrescentou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ele, Lula, são "homens de 80 anos de idade", "presidentes das duas democracias mais importantes da região", e, neste sentido, eles devem passar para o mundo sobriedade e serenidade.
Recusa de vistos
Abordando o caso em que o Itamaraty negou os pedidos de visto de dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Riley M. Barnes e Samuel Samson, em 25 de julho, o chefe de Estado elogiou a decisão do órgão. Lula esclareceu que o episódio ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, ignorar uma solicitação para levantar a proibição de entrada nos EUA para 11 autoridades brasileiras, feita durante a reunião entre os presidentes.
"Depois, fiquei sabendo que dois jovens viriam para cá para interferir, investigar e monitorar as urnas. O Itamaraty, com toda a razão, negou-lhes os vistos", concluiu o chefe de Estado.
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Lula subiu o tom contra tentativas de interferência externa no sistema eleitoral do Brasil.
"Se desse pra roubar [na urna], eu não teria sido presidente", declarou Lula.
O presidente defendeu a integridade das urnas eletrônicas e afirmou que "o Brasil não só está preparado, como vai enfrentar qualquer pessoa de fora que queira interferir no nosso processo eleitoral". Lula também ressaltou que "quem manda no nosso país é o povo brasileiro e quem governa esse país sou eu".
Impasse diplomático com os EUA
Lula também comentou sobre o impasse diplomático com o governo de Donald Trump. Segundo o presidente, ele chegou a encaminhar um pedido formal para que os Estados Unidos revogassem a proibição de entrada de 11 autoridades brasileiras no país, mas a solicitação foi ignorada pelo governo americano.
O presidente também criticou a intenção de jovens enviados pelos EUA para fiscalizar as urnas brasileiras, classificando a medida como uma tentativa de intromissão. Nesse sentido, ele endossou a decisão do Itamaraty de negar vistos a esses indivíduos.
A relação bilateral também foi alvo de críticas. Lula apontou uma postura de desrespeito por parte de Washington, mencionando a demora no envio de um embaixador e a retirada do visto de uma diplomata brasileira. Como resposta, o presidente anunciou que, até o período eleitoral, não receberá embaixadores de nenhuma nação, reforçando a mensagem de que o Brasil conduzirá seus processos conforme o próprio cronograma e interesses nacionais.
Bolsonaro
Lula voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o antigo chefe do Executivo "não sabe nada" ao comentar a condução da pandemia de Covid-19 durante entrevista ao Meteoro Brasil.
"Ele ia para a televisão zombar de velhinho tossindo, ia zombar de gente com dificuldade de respirar, negou oxigênio para Manaus", afirmou Lula.
Lula afirmou que um presidente não precisa dominar todos os assuntos, mas deve reunir especialistas e criar mecanismos de orientação durante momentos de crise.
"O presidente não era obrigado a saber tudo, eu nunca exigi que o presidente soubesse tudo — aliás ele não sabe nada. Mas um presidente tem que saber criar um comitê de crise e convocar os especialistas do Brasil que entendem do assunto", declarou.
Lula ainda criticou a defesa da cloroquina durante a pandemia e questionou decisões tomadas pelo governo Bolsonaro no período da crise sanitária.
Israel
Lula voltou a criticar Israel. Lula questionou a falta de consenso em instâncias multilaterais de discussão, particularmente no Conselho de Segurança da ONU.
"Os EUA mataram o (Ali) Khamenei, achando que tinha ganhado a guerra (contra o Irã). E a guerra mal tinha começado. Agora, todos nós somos vítimas do cerco do petróleo no Estreito de Ormuz. Todo mundo está pagando o preço", destacou.
Então, completou ao dizer que "Israel continua invadindo Gaza e continua matando palestino, matando libanês e continua achando que é dono do mundo. Então é o seguinte, você não tem, em nível internacional, uma esfera para discutir isso e chamar para uma negociação".
( da redação com informações da RT News. Edição: Política Real)