31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

GENIAL/QUAEST: Flávio Bolsonaro recupera no primeiro turno na primeira pesquisa de agosto, mas Lula lidera com 44% contra 39% no segundo turno

Confira destalhes da primeira pesquisa de agosto da parceria Genial/Quaest

Por Política Real com redes sociais
Publicado em
Genial/Quaest divuilga primeira pesquisa de agosto de 2026 Foto: X de Felipe Nunes

(Brasília-DF, 05/08/2026). Na manhã desta quarta-feira, a parceira Genial/Quaest divulgou sua primeira pesquisa presidencial de agosto mostrando uma recuperação do senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), principal candidato das oposições em todas as pesquisa no chamado primeiro turno.

Flávio avançou dois pontos percentuais e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cai um ponto percentual.

No segundo turno, Flávio Bolsonaro também avançou, um ponto percentual e o Lula caiu também um ponto percentual.

Ficou estabilizado que a aprovação de Lula ainda é maior que a desaprovação, em claro empate técnico:

Veja as postagens feitas pelo cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes comentando a nova pesquisa deste início de agosto:

Pesquisa Genial/Quaest mostra recuperação de Flávio Bolsonaro. No 1º turno, ele oscila de 28% para 30% e Lula, de 40% para 39%. Renan e Caiado tem 4% cada e Zema 2%. Indecisos são 10%.

No 2º turno, Flávio vai de 37% para 39% e Lula sai de 45% para 44%. A vantagem de Lula encolhe 3 pontos da última pesquisa para esta.

Flávio também amplia seu potencial de voto de 38% para 41%, reduz a rejeição de 57% para 54%… e vê a parcela de eleitores com voto definitivo nele subir de 62% para 68%. Recuperou intenção de voto, aceitabilidade e convicção.

O cientista Felipe Nunes faz uma pergunta e dá a resposta:

O que explica essa recuperação? Minha leitura é que a direita se reorganiza e o eleitor anti-petista voltou a considerar Flávio. No 2º turno, Flávio sobe de 74% para 81% na direita não bolsonarista e de 91% para 95% entre bolsonaristas.

A primeira peça dessa reorganização foi a reconciliação pública com Michelle Bolsonaro. Para 59%, as pazes foram positivas. Essa avaliação chega a 88% na direita não bolsonarista e a 90% entre bolsonaristas.

E aumentou a percepção de que Michelle pode ser decisiva para Flávio: 46% dizem agora que seu apoio eleva as chances de vitória dele, contra 38% em julho. Entre bolsonaristas, o percentual salta de 45% para 79%; na outra direita, de 53% para 70%.

A segunda peça foi a reação à decisão do STF que proibiu Flávio de visitar o pai. Para 52%, a medida foi errada; 41% a consideram correta. A avaliação de que houve exagero chega a 83% na direita não bolsonarista, 92% entre bolsonaristas e 50% entre independentes.

A reconciliação reduziu a divisão e a restrição judicial reativou a percepção de exagero institucional. Esse movimento explica melhor a recuperação do que a fala sobre urnas: essas declarações diminuem a chance de voto em Flávio para 26% e aumentam para 15%.

Ao mesmo tempo, os fatores que vinham impulsionando Lula perderam força marginal. No Desenrola, a percepção de que o programa é uma boa ideia cai de 55% para 47%; o benefício direto recua de 12% para 10%.

Entre os beneficiados, o impacto significativo na renda que vinha crescendo caiu de 35% para 26%.

A isenção do IR segue o mesmo caminho: 30% dizem ter sido beneficiados, contra 32% em julho. Entre eles, os que não sentiram diferença na renda sobem de 39% para 46%, enquanto os que sentiram aumento significativo caem de 24% para 21%.

Os programas não deixaram de ajudar. O que parece ter diminuído é seu efeito marginal: o ganho político adicional que produzem ao longo do tempo. Tanto que a aprovação ficou estável em 48% e a desaprovação em 47%.

Outro vetor que parece começar a cobrar um preço é novo tarifaço de Trump. Em maio, 39% avaliavam bem e 36% mal a resposta de Lula. Agora, 43% dizem que o governo reagiu mal e 38%, bem. O saldo passa de +3 para -5.

Outro vetor que parece começar a cobrar um preço é novo tarifaço de Trump. Em maio, 39% avaliavam bem e 36% mal a resposta de Lula. Agora, 43% dizem que o governo reagiu mal e 38%, bem. O saldo passa de +3 para -5.

Fora da Polarização, as alternativas ainda não cresceram no 1º turno e os 10% de indecisos ainda buscam uma alternativa. Nas simulações de 2º turno, Caiado aumenta lentamente seu desempenho. A desvantagem para Lula está em 8pp

Continua chamando atenção a continua aproximação de Renan à Lula. A vantagem do Lula no 2º turno que era de 17pp em maio, foi para 10pp em agosto.

Quem parece ter perdido tração é o ex-governador de MG, Romeu Zema. A distância para Lula na simulação de 2º turno aumentou nas últimas 4 pesquisas e hoje está em 12 pp.

Foram ouvidas 2.004 pessoas, entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. Registro: BR-06591/2026.

( da redação com informações do X de Felipe Nunes. Edição: Política Real)