Lula, em sua fala, defendeu mais investimentos em Defesa e que a esquerda deve chegar ao poder pelas urnas
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(Brasília-DF, 02/08/2026) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste domingo, 2, o aumento dos investimentos em defesa e pediu que a esquerda deixe de tratar o tema com resistência. Segundo ele, o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de proteção diante da extensão de suas fronteiras, da riqueza de seus recursos naturais e do cenário internacional.
"Quero pedir para a esquerda, para mulheres e homens, parar com essa bobagem de achar que a gente não tem que ter preocupação com a defesa", afirmou. Lula destacou que o país possui 16,8 mil quilômetros de fronteiras terrestres, cerca de 8 mil quilômetros de litoral, a maior floresta tropical do planeta e 12% da água doce do mundo. "Eu quero estar preparado para a paz. Não é para a guerra", acrescentou.
O presidente também defendeu investimentos na indústria de defesa e em novas tecnologias. Ao questionar a ausência de uma fabricante nacional de drones, afirmou: "Por que um país do tamanho do Brasil não tem uma fábrica de drone?". Segundo Lula, o Brasil precisa desenvolver capacidade tecnológica para monitorar suas fronteiras e reduzir a dependência externa no setor.
Durante o discurso, Lula citou o aumento dos investimentos militares na Europa após o conflito na Ucrânia e afirmou que pretende tratar a defesa como prioridade em um eventual quarto mandato. Ele também lembrou aquisições de equipamentos realizadas durante seus governos anteriores e defendeu maior participação do BNDES no financiamento da indústria do setor.
O presidente ainda prometeu dar atenção especial às terras raras e aos minerais críticos brasileiros. "Tem muita gente metendo o dedo nas nossas terras. Isso vai parar. Isso é um patrimônio do povo brasileiro. Quem tem que lucrar com isso é o povo brasileiro", declarou.
As declarações foram feitas durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo. Na ocasião, foi oficializada a candidatura de Lula à reeleição. Com a oficialização da candidatura, o político, de 80 anos, busca seu quarto mandato presidencial e lança sua sétima disputa pela Presidência da República.
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Lula afirmou, hoje, 02, também que a melhor forma de a esquerda chegar ao poder é por meio do processo eleitoral, e não da luta armada. Segundo ele, a disputa democrática permitiu a eleição de governos de esquerda em diversos países da América Latina, "sem matar ninguém e sem morrer ninguém".
"A esquerda não conversava. Quando eu criei o Foro de São Paulo, em 1990, foi porque eu tinha ido para o segundo turno com o Collor e achei que a gente poderia educar a esquerda na América Latina através das eleições", afirmou. Lula disse que reuniu lideranças da esquerda latino-americana para defender que "a melhor via para a gente chegar ao poder não era a da luta armada, era da organização do povo e da eleição direta".
O presidente afirmou que a estratégia contribuiu para a vitória de governos de esquerda em vários países da região. "Nós ganhamos o Chile, ganhamos o Equador, ganhamos a Venezuela, ganhamos o Uruguai. Ganhamos vários países. A Argentina, o Brasil. Pela democracia, disputando o voto. Sem matar ninguém e sem morrer ninguém", declarou.
As declarações foram feitas durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo. Na ocasião, foi oficializada a candidatura de Lula à reeleição.
( da redação com informações da RT News. Edição: Política Real)