31 de julho de 2025
EUROPA EM CRISE

Pedro Sánchez, da Espanha, critica resposta "egoísta" de outras nações da EU após o episódio da crise em Ceuta.

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Pedro Sanchez, da Espanha Foto: Arquivo da Política Real

Com agências

(Brasília-DF, 01/08/2026)  O chefe do governo de esquerda da Espanha, Pedro Sánchez, exigiu uma reunião por videoconferência entre todos os ministros do Interior da União Europeia e criticou duramente o que descreveu como uma resposta "egoísta" de alguns membros do bloco à crise em Ceuta.

"A maioria nos demonstrou apoio e solidariedade e ofereceu assistência. Outros, no entanto, optaram por atacar a Espanha e pedir sua exclusão temporária do Espaço Schengen", disse Sánchez, em uma referência implícita à Itália, que suspendeu temporariamente a livre circulação com a Espanha.

A Dinamarca e a Finlândia também pediram que se reconsidere a participação da Espanha no Acordo de Schengen, enquanto Portugal e França reagiram reforçando a segurança nas fronteiras.

"No atual contexto internacional, a União Europeia não pode se dar ao luxo de uma reação desse tipo — egoísta, polarizadora e ilegal", afirmou Sánchez em uma carta dirigida aos principais líderes da EU

França

O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, foi citado no sábado pela agência de notícias AFP dizendo que, apesar do reforço da segurança francesa ao longo da fronteira compartilhada com a Espanha, "não estamos pedindo a suspensão da Espanha do Espaço Schengen".

Ao comentar as exigências de políticos europeus para que a Espanha fosse temporariamente excluída do acordo de livre circulação, Nunez afirmou: "A Espanha não precisa deixar o Espaço Schengen. Essa hipótese está totalmente descartada. Temos uma excelente cooperação com a Espanha".

A Itália anunciou, na sexta-feira, a suspensão por um mês da livre circulação (sem necessidade de visto) com a Espanha, depois que dezenas de milhares de migrantes invadiram o enclave espanhol de Ceuta, sobrecarregando as autoridades.

A Espanha garantiu aos parceiros da UE que a entrada irregular em Ceuta não confere direito de permanecer no país, de viajar para o território continental espanhol ou de circular livremente pela Europa.

( da redação com informações da DW, AP, AFP, EFE. Edição: Política Real)