31 de julho de 2025
ESPANHA X MARROCOS

Pedro Sanchez avalia que entrada de 60 mil imigrantes foi um um "ataque" e uma "violação da integridade territorial" espanhola; Espanha diz que 48.300 migrantes haviam retornado ao Marrocos

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Por Politica Real com agências
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Imagem do mapa da Espanha no limte com a 'África e a cidade de Ceuta Foto: BBC News

(Brasília-DF, 31/07/2026) O primeiro-ministro da Espanha, presidente do Governo como se diz na Espanha, Pedro Sánchez, descreveu a crise migratória que eclodiu em Ceuta nas ultimas 24 horas, quando cerca de 60 mil imigrantes atravessaram a fronteira vindos do Marrocos, como um "ataque" e uma "violação da integridade territorial" espanhola. Ao menos 57 pessoas morreram.

O premiê descreveu a situação como "sem precedentes" e culpou as "máfias de tráfico humano" pela "avalanche" de pessoas que entraram irregularmente no enclave espanhol no norte da África.

Vídeos e fotos mostraram milhares de pessoas nadando em direção à cidade na quinta-feira ,30. As travessias continuaram durante a madrugada desta sexta-feira ,31, com alguns confrontos entre a polícia e os imigrantes. Imagens compartilhadas online mostram milhares de jovens dormindo nas ruas.

Ceuta é uma cidade autônoma espanhola localizada no norte da África, banhada pelo Mar Mediterrâneo, próxima ao estreito de Gibraltar. Há décadas, o local é um ponto de passagem para imigrantes que tentam chegar à Europa.

A onda de travessias recente ocorre após a Suprema Corte da Espanha ter decidido, neste mês, que imigrantes interceptados no mar enquanto tentam chegar a Ceuta ou Melilla, outro enclave espanhol, não podem ser sumariamente devolvidos a Marrocos.

"Esta é a situação: parece que esta interpretação da sentença se espalhou como fogo em palha nas últimas horas e produziu uma avalanche do tipo e da escala que vimos ontem", disse Sánchez, apontando para a decisão judicial do Supremo espanhol.

Ele afirmou que "o governo espanhol utilizará todos os recursos do Estado" para garantir a segurança dos cidadãos de Ceuta, agradecendo também ao governo marroquino pela sua cooperação.

Na quinta-feira, tropas do Exército foram mobilizadas para garantir a segurança em Ceuta. Antes disso, o chefe do governo local pediu ajuda à administração central.

Vários líderes europeus expressaram preocupação, alguns prometendo reforçar o controle nas fronteiras. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o presidente francês, Emmanuel Macron, ofereceram ajuda à Espanha.

Reação

O governo da Espanha informou que cerca de 48.300 migrantes haviam retornado ao Marrocos até as 18h do horário local (16h UTC) de sexta-feira. Esses números indicam que a maioria dos 60 mil migrantes que, segundo estimativas, cruzaram a fronteira para Ceuta já deixou o local.

Segundo a agência de notícias, centenas de pessoas foram vistas retornando voluntariamente ao Marrocos por meio de postos de fronteira e aberturas na cerca. Relatos indicam que algumas delas não conseguiram encontrar comida ou abrigo em Ceuta.

Policiais marroquinos em trajes de choque usaram gás lacrimogêneo para dispersar algumas das pessoas que ainda se aglomeravam perto das cercas da fronteira, informou agencias.

( da redação com BBC e AP, DW, AFP. Edição: Política Real)