Economia dos EUA sente os efeitos da guerra contra o Irã, revelam dados do Departamento de Comércio dos EUA (DOC)
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Com agências.
(Brasília-DF, 30/07/2026) A economia dos Estados Unidos cresceu em ritmo mais lento do que o esperado no segundo trimestre de 2026, segundo os dados mais recentes do Departamento de Comércio dos EUA (DOC), à medida que a guerra em curso contra o Irã começa a impactar o cenário econômico.
De acordo com a estimativa mais recente do DOC, divulgada na quinta-feira, o PIB dos EUA cresceu 1,5% em taxa anualizada — um ritmo significativamente inferior aos 2,1% previstos por economistas consultados pela agência de notícias Reuters e ao índice registrado pelo DOC no primeiro trimestre.
Ainda assim, o Federal Reserve (banco central dos EUA) avalia que a economia está resistindo bem apesar da guerra, com o aumento do emprego e uma leve desaceleração da inflação.
Segundo o "Livro Bege" (relatório sobre as condições econômicas) do Federal Reserve, divulgado em meados do mês, a maioria das empresas pesquisadas projetava continuidade do crescimento econômico nos meses seguintes.
No entanto, persiste uma incerteza considerável em relação aos custos de combustível, com os gastos com energia para empresas e consumidores apresentando forte alta.
Negociações
Nesta quinta-feira, 30, o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão informou que representantes iranianos e americanos continuavam engajados em negociações "em andamento" para promover a desescalada do conflito, apesar das trocas de tiros ocorridas anteriormente.
"As negociações entre as partes estão em andamento, particularmente em relação ao Estreito de Ormuz e à redução da tensão", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, a jornalistas em Islamabad.
Ele acrescentou que o Paquistão, um mediador-chave no conflito, estava "fazendo todo o possível para trazer todas as partes de volta aos protocolos do acordo de Islamabad" – referindo-se ao acordo de cessar-fogo assinado em meados de junho, que visava abrir caminho para novas negociações de paz.
( da redação com informações da AP, dpa, AFP, DW. Edição: Política Real)