DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em forte alta e no Brasil será semana de divulgação do IPCA-15 e o IGP-M de julho
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(Brasília-DF, 27/07/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em forte alta e no Brasil a semana será de IPCA-15 e o IGP-M de julho, os principais dados de mercado de trabalho referentes a junho e as estatísticas fiscais, do balanço de pagamentos e do mercado de crédito.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em forte alta (S&P 500: +1,0%; Nasdaq 100: +1,6%) após a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. O petróleo recua após a pausa não oficial nos confrontos entre os países, com o Brent caindo cerca de 11,5% em relação à sexta-feira, para US$ 85,68/barril, aliviando preocupações sobre inflação e oferta global. Assim, no setor de Energia, Chevron, ExxonMobil, ConocoPhillips, BP, Shell e TotalEnergies recuam acompanhando a queda do petróleo.
Na Europa, o Stoxx 600 sobe 0,7%, com alta generalizada entre os setores, enquanto o setor de energia fica pressionado. Na Ásia, o desempenho também foi positivo, com destaque para China (CSI 300: +1,2%; HSI: +1,0%) e Coreia (Kospi: +1,0%). Na semana, o foco se volta para ao balanços das Big Techs (Amazon, Apple, Meta e Microsoft), que serão decisivos para avaliar a continuidade dos elevados investimentos em inteligência artificial, além da reunião do Federal Reserve, cuja decisão será divulgada na quarta-feira. Confira o Top 5 temas globais.
Os Estados Unidos e o Irã completaram dois dias consecutivos sem ataques mútuos. Teerã declarou que manterá suas ofensivas suspensas enquanto a pausa norte-americana for preservada. O preço do petróleo (tipo Brent) recua nesta manhã para cerca de US$ 90 por barril, após ter superado brevemente US$ 100 na semana passada.
Na agenda internacional desta semana, destaque para a decisão de política monetária do banco central (Fed) nos Estados Unidos, além do PIB do segundo trimestre e do índice PCE de junho (indicador de inflação favorito do Fed).
IBOVESPA -1,52% | 174.041 Pontos. CÂMBIO -0,28% | 5,06/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 0,3% em reais e de 1,3% em dólares, por conta da apreciação de 0,6% do real, aos 174.185 pontos.
CSN Mineração foi o destaque positivo da semana (CMIN3, +7,7%), dando continuidade ao movimento das últimas semanas, impulsionado pela aceleração de seu programa de recompra de ações. Por outro lado, Hapvida (HAPV3, -12,8%) foi o destaque negativo, recuando junto com outras companhias do setor de saúde em meio ao aumento da cautela em relação aos resultados do 2T26. Leia o resumo da Bolsa.
Outro destaque da semana passada foi a Expert XP 2026, maior festival de investimentos do mundo. Na sexta-feira, o evento recebeu autoridades brasileiras, como Dario Durigan e Gabriel Galípolo, além de nomes internacionais. Veja os destaques aqui.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana em alta. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries avançaram ao longo da maior parte da semana, impulsionados pela escalada das tensões no Oriente Médio e pela disparada do petróleo, fatores que elevaram as preocupações com os impactos inflacionários e com uma possível postura mais cautelosa do Federal Reserve. Na sexta-feira, entretanto, sinais de negociações diplomáticas envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã e o recuo do petróleo favoreceram um recuo parcial das taxas. Ainda assim, os rendimentos encerraram a semana em patamar superior ao observado na semana anterior. A T-note de 2 anos encerrou a 4,33% (+15 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,68% (+13 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,16% (+9 bps).
No Brasil, os juros futuros apresentaram elevada volatilidade ao longo da semana, acompanhando as oscilações do cenário externo. Na sexta-feira, a melhora da percepção de risco global favoreceu um forte fechamento das taxas, revertendo parte do movimento observado nos dias anteriores. Nesse contexto, o DI jan/27 encerrou a 13,96% (estável vs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,46% (+12 bps) e o DI jan/31 a 14,63% (+10 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) registrou queda de 1,10% no acumulado da semana passada. Entre os principais segmentos, os FIIs de papel que compõem o índice apresentaram um desempenho de -1,20%, enquanto os fundos de tijolo registraram resultado de -1,19%. O reflexo mais relevante para a classe veio da curva de juros doméstica, que abriu ao longo do período, sobretudo nos vértices intermediários e longos. Além do canal do petróleo, pesou a redução das apostas em cortes adicionais da Selic após a reunião de agosto.
Entre os segmentos de tijolo, as maiores pressões vieram de shoppings (-1,27%) e lajes corporativas (-1,97%), seguidos por ativos logísticos (-0,95%). Os fundos de multiestratégia também tiveram desempenho negativo relevante (-1,13%).
Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira (24), sobressaíram DEVA11 (+2,2%), LIFE11 (+2,1%) e VRTA11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por GZIT11 (-3,9%), BRCR11 (-2,6%) e RBRL11 (-2,1%).
Economia
No Brasil, o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias referente ao 3º bimestre não trouxe contingenciamento e reduziu o bloqueio de despesas em R$ 5,7 bilhões, para R$ 17,9 bilhões. Mantemos o cumprimento da meta como cenário-base. Além disso, entrou em vigor a nova sobretaxa de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, que eleva a 37,5% a alíquota sobre parte das exportações.
No Brasil, serão divulgados o IPCA-15 e o IGP-M de julho, os principais dados de mercado de trabalho referentes a junho e as estatísticas fiscais, do balanço de pagamentos e do mercado de crédito.
(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)