31 de julho de 2025
MERCADOS

Dário Durigan disse que o governo não adotará nenhuma medida voltada ao controle de capitais no país; ele falou no evento Expert XP 2026

O ministro classificou como um "teste" o fim da taxação das "blusinhas", dizendo que o governo monitorará o fluxo de remessas

Por Politica Real com agências
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Dario Durigan na XP Expert 2026 Foto: X

Com agência.

(Brasília-DF, 24/07/2026). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou do segundo dia do evento Expert XP 2026, em São Paulo(SP).

Em dois momentos diferentes de sua fala, o ministrou ressaltou que, a pedido do presidente Lula, transmitia aos investidores a garantia de que o governo não adotará nenhuma medida voltada ao controle de capitais no país, após ruído recente na imprensa sobre o tema.

Ajuste fiscal e a meta da Lei Orçamentária Anual (LOA)

No âmbito fiscal, o ministro afirmou que foram realizados ajustes estruturais de 2% do PIB no resultado primário nos últimos anos, com queda consistente do déficit desde o início do mandato. Anunciou que a LOA, a ser apresentada até 31 de agosto, trará previsão de superávit primário de 0,5% do PIB, e reforçou o compromisso de continuar aprimorando o fiscal “custe o que custar”.

Dívida, juros e despesas obrigatórias

Sobre a elevação da dívida pública e dos déficits nominais, Durigan ponderou que o avanço da inflação, e, consequentemente, dos juros, que pressiona o fiscal, é um fenômeno global, tendo atingido países pares de forma mais intensa do que o Brasil. Destacou ainda que, mesmo em ano eleitoral, buscou evitar a votação de pautas de alto impacto fiscal (as chamadas “pautas-bomba)”. Para o período pós-eleitoral, apontou desafios importantes, como conter o ritmo de crescimento das despesas obrigatórias, de modo a abrir espaço para gastos discricionários e investimentos focalizados.

Blusinhas e apostas online

Por fim, o ministro classificou como um “teste” o fim da taxação das “blusinhas”, dizendo que o governo monitorará o fluxo de remessas. Sobre as apostas online (as “bets”), manifestou preocupação, mas descartou uma proibição, dado que diversos setores hoje dependem da receita de patrocínios e haveria dificuldade em aprovar tal pauta no Congresso. Como alternativa, defendeu tratá-las nos moldes do cigarro  (limitando a publicidade e desincentivando o hábito), com mecanismos como a vedação a beneficiários de programas sociais e o autobloqueio nas plataformas.

(da redação com informações da XP Investimentos. Edição: Política Real)