Flávio Bolsonaro, falando a 50 embaixadas, pede mais observadores lembrar que empresa suspeita, segundo CIA, Smartmatic teria atuado nas máquinas eleitorais do Brasil
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Com agências
(Brasília-DF., 22/07/2026) Nessa terça-feira, 21, em evento organizado pela agência Novo Selo Comunicação e o site “The Brazilian Report”, o senador Flávio Bolsonaro falou a um grupo de embaixadores e representantes de 50 países, em Brasília( DF), pedindo que eles enviassem o máximo de observadores nas eleições presidências deste ano no Brasil pois as máquinas eleitorais brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.
"Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa", afirmou.
O TSE já desmentiu que utilize urnas eletrônicas da empresa venezuelana.
Em nota em seu site, publicada originalmente em 2020 e replicada recentemente, o TSE esclareceu que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados em eleições no Brasil.
"Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país", diz o TSE.
"Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos."
Segundo o tribunal, a Smartmatic chegou a participar da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo.
No passado, a empresa ainda atuou no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras.
A Smartmatic chegou a fechar contratos com o TSE em outras ocasiões, mas somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica, segundo o próprio órgão.
A BBC News Brasil procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para prestar esclarecimentos sobre a fala do senador e o evento envolvendo diplomatas em Brasília.
Durante sua fala, Flávio afirmou que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu para os países enviarem uma quantidade maior de observadores para acompanhar o processo eleitoral.
"Então o pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode dar ter eleições mais seguras e transparentes", afirmou.
Em 2023, o TSE condenou o ex-presidente e pai de Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro (PL), à inelegibilidade por 8 anos por causa de uma reunião promovida por ele com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
Na ocasião, a menos de três meses da eleição de 2022, Bolsonaro fez afirmações falsas sobre o processo eleitoral e ministros do TSE. O tribunal considerou que o ex-presidente cometeu abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação.
( da redação com informações da BBC. Edição: Política Real)