Morre mais um soldado dos Estados Unidos no conflito com o Irã; chegam a 17 o números de militares mortos
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Com agências
(Brasília-DF, 20/07/2026). Nesta segunda-feira, os Estados Unidos anunciaram a morte de mais um militar americano no conflito no Oriente Médio, antes de iniciarem uma nova rodada de ataques aéreos contra o Irã nesta madrugada, com o presidente Donald Trump afirmando que as novas ações militares seriam "em homenagem" aos soldados que morreram nos últimos dias.
Nas primeiras horas de segunda-feira (horário local), o Comando Central dos EUA (Centcom) informou ter lançado uma "nova onda" de ataques pela nona noite consecutiva, enquanto explosões eram ouvidas em várias partes do Irã.
Os EUA declararam ter visado instalações militares e redes de comunicação para "reduzir ainda mais" os ataques de Teerã a embarcações no Estreito de Ormuz.
Os ataques atingiram áreas próximas a uma cidade no noroeste do país, que supostamente abrigaria bases subterrâneas de mísseis. O Irã respondeu lançando um ataque contra o Bahrein, sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA, e o Kuwait.
Os ataques mais recentes são mais uma indicação de que o acordo provisório selado no mês passado, que visava encerrar permanentemente os combates, desmoronou, provocando a interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
O Centcom informou que um terceiro militar americano foi morto no sábado no norte do Iraque, onde os EUA mantêm bases militares, durante a detonação controlada de munição em um drone de ataque iraniano abatido.
As Forças Armadas dos EUA disseram anteriormente que dois militares morreram na Jordânia e que um terceiro estava desaparecido. Neste domingo, o Centcom informou que "restos mortais não identificados" foram encontrados no local do ataque ocorrido na sexta-feira que suas equipes iniciaram um processo de identificação.
Número de americanos mortos no conflito sobe para 17
Os últimos incidentes elevaram o total de militares americanos mortos desde o início da guerra para 17, com mais de 420 feridos.
Autoridades iranianas disseram neste domingo que pelo menos 50 pessoas foram mortas e 517 ficaram feridas nos ataques americanos mais recentes.
A imprensa estatal iraniana relatou nesta segunda-feira que os ataques dos EUA durante a madrugada no noroeste do Irã mataram pelo menos uma pessoa e feriram várias outras.
"Uma pessoa foi mrtirizada e várias outras ficaram feridas em um ataque terrorista e agressivo dos EUA em uma área a sudoeste de Tabriz na manhã de segunda-feira", disse Majid Farshi, chefe de gerenciamento de crises da província iraniana do Azerbaijão Oriental, citado pela agência de notícias estatal Irna.
O conflito, iniciado após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano.
EUA lançam nova rodada de ataques ao Irã
O Centcom anunciou uma nova rodada de ataques na madrugada desta segunda-feira, chegando à nona noite consecutiva de bombardeios. Segundo os militares americanos, os alvos foram "centros de comando militar iranianos, instalações de defesa aérea e vigilância costeira, capacidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicação”.
Além da região de Tabriz, os ataques americanos também teriam atingido Bandar Imam Khomeini, na província de Khuzistão; Sirik e Jask, na província de Hormozgan, e Konarak e Chahbahar, na província de Sistão e Baluchistão, informou a Irna.
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) relatou que uma embarcação pegou fogo na manhã desta segunda-feira no Estreito de Ormuz, após ser atingida por um projétil perto da costa de Omã. A tripulação abandonou a embarcação, que ficou à deriva e em chamas durante horas.
A rota ao redor de Omã é a mesma que os militares dos EUA incentivaram navios a percorrer para evitar o controle do Irã. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou posteriormente que estava visando petroleiros no estreito.
Teerã retaliou aos bombardeios americanos atingindo países aliados dos EUA em todo o Oriente Médio. O Bahrein acionou suas sirenes de alerta de mísseis na manhã desta segunda-feira, enquanto o Kuwait relatou que sua defesa aérea disparou contra uma barragem de mísseis iranianos.
( da redação com DW, AP, AFP. Edição: Política Real )