31 de julho de 2025
TARIFAÇO

CNI informa que 83,1% das exportações de madeira, 56,3% dos minerais não metálicos, , 51,8% dos produtos químicos e 38,1% das exportações de alimentos foram atingidos pelo tarifaço

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Por Politica Real com agências
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CNI divulga carda com setores do tarifaço. Foto: Ag. CNI

(Brasília-DF, 17/07/2026) A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou hoje, 17, entre as exportações atingidas pela tarifação de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, 60,3% dos bens intermediários utilizados pela indústria dos Estados Unidos entraram no rol. Além disso, o Brasil é o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 10 dos 13 principais produtos atingidos pela medida.

Impactos setoriais

Setores industriais brasileiros vão ser ainda mais prejudicados com a nova tarifa imposta pelo governo norte-americano. No setor de Madeira, por exemplo, 83,1% das exportações aos Estados Unidos passam a ser atingidas pela nova tarifa, incluindo produtos como molduras de madeira padrão de pinho e estacas.

Já no setor de Minerais não metálicos, o percentual exposto à medida chega a 56,3%. Na sequência, destacam-se os setores de Químicos, com 51,8%, e de Alimentos, com 38,1%.

A primeira proposta encaminhada pelo USTR ao governo norte-americano abrangia 1.698 produtos. Já a medida anunciada contempla 2.126 itens, o que representa a inclusão de 429 produtos e a exclusão de polpa química de madeira para dissolução.

CNI defende diálogo entre setores produtivos dos dois países

Desde o anúncio das propostas, a CNI atuou em defesa do diálogo e da negociação entre Brasil e Estados Unidos. Na última semana, em parceria com a Amcham Brasil e a U.S. Chamber of Commerce, a entidade encaminhou uma carta aos governos brasileiro e norte-americano propondo uma nova rodada de negociações para evitar a aplicação das tarifas e preservar a relação comercial bilateral.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, também enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo que haja mais canais de diálogo entre os setores produtivos dos dois países como caminho para superar as divergências.

A CNI seguirá monitorando os desdobramentos das medidas junto às autoridades e ao setor produtivo brasileiro e norte-americano para defender soluções que restabeleçam a previsibilidade, preservem o comércio bilateral e reduzam os impactos para a indústria de ambos os países.

( da redação com informações de assessoria e Ag. CNI. Edição: Política Real)