31 de julho de 2025
TARIFAÇO

REAÇÃO: Fiesp, comandada por Paulo Skaf, fala da preocupação com tarifaço, diz que poderia ser evitado e faz abordagem política criticando falando em “desalinhamento com Washington”

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Por Política Real com assessoria
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Paulo Scaf, presidente da Fiesp Foto: imagem de streaming

(Brasília-DF, 16/07/2026). A Federação das Indústrias de São Paulo, Fiesp, comandada por Paulo Skaf, que se destacou na política quando deu apoio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e deu apoio declarado ao governo Jair Bolsonaro, divulgou uma nota lamenta e destaca preocupação com o anúncio do tarifaço de 25% dos Estados Unidos contra o Brasil.

A nota diz confiar na diplomacia brasileira e afirma que as medidas poderiam ser evitadas.

“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral.”, diz parte do texto.

Na nota são feitas críticas mais políticas que técnicas ao tarifaço.

“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral.”, dia parte do texto.

Veja a íntegra da nota:

“Em nota oficial, entidade reafirma o seu compromisso com a diplomacia empresarial e alerta que decisão é prejudicial e poderia ter sido evitada

A Fiesp lamenta, com profunda preocupação, a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado norte-americano. A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais.

Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral.

A retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática, como buscou a Fiesp durante as audiências públicas nos EUA e em outras oportunidades no último ano.

“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

A Fiesp reafirma seu compromisso com a diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções.”

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)