31 de julho de 2025
ECONOMIA

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil só vai ser falar de tarifaço

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 16/07/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” do XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil só vai ser falar nos efeitos do tarifaço.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,5%). As ações de chips seguem pressionadas globalmente, com quedas em Nvidia, AMD, Micron e Broadcom nos EUA, após a forte baixa da SK Hynix (-11,5%) na Coreia do Sul e de fabricantes europeias como STMicroelectronics, ASMI e Infineon. Apesar disso, a TSMC reportou resultados acima das expectativas, com lucro crescendo 77% na comparação anual, receita recorde e projeção otimista para o 3º trimestre, além de anunciar um investimento adicional de US$ 100 bilhões no Arizona para ampliar sua capacidade de produção.

Na Ásia, o movimento foi amplamente negativo, com o Kospi (-6,4%) liderando as perdas, Nikkei caindo 2,8% e CSI 300 recuando 1,9%. Na Europa, o Stoxx 600 recua 0,5%, pressionado principalmente pelo setor de semicondutores. No dia, os investidores acompanham os dados de vendas no varejo e pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, além dos balanços de UnitedHealth, US Bancorp e Netflix.

Economia

No noticiário geopolítico, os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã, com o presidente Donald Trump prometendo intensificar a ofensiva até que Teerã cesse os ataques a navios no Estreito de Ormuz e concorde em reabrir a via marítima. O preço do petróleo (Brent) operou novamente em alta, atingindo quase US$ 86 por barril.

Em relação aos dados econômicos, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos recuou 0,3% em junho contra maio — a primeira queda desde agosto de 2025 —, desacelerando de 6,5% para 5,5% no acumulado em 12 meses. O resultado veio muito abaixo das expectativas. O recuo foi liderado pelo componente de bens, que declinou 1,4%, com o item energia caindo 6,4%. Esse movimento refletiu a queda nos preços do petróleo em junho, antes da nova escalada desta semana, que pode reverter a melhora na inflação de curto prazo.   

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou, ontem, a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor em 22 de julho. Apesar da decisão, bens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram de fora da nova cobrança. Na prática, grande parte doCâmbios produtos mais importantes da pauta exportadora brasileira não será taxada pela nova medida. Logo, o impacto macroeconômico será limitado, em nossa avaliação.

IBOVESPA -0,36% | 176.010 Pontos. CÂMBIO -0,03% | 5,07/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,4%, aos 176.011 pontos, pressionado pelo aumento das incertezas no cenário doméstico após novas pesquisas eleitorais e pela expectativa em torno de possíveis tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o que se concretizou após o fechamento de mercado.

Totvs (TOTS3, +4,2%) liderou os ganhos do índice, acompanhando o desempenho das empresas globais de software ao longo do pregão. Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -6,2%) liderou as perdas após uma notícia informar que credores da companhia teriam apresentado uma proposta envolvendo diluição dos atuais acionistas no âmbito do processo de reestruturação da empresa.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a quarta-feira com direções mistas. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries recuaram após o PPI (Preços ao Produtor) abaixo do esperado e a divulgação do Livro Bege do Fed, com a T-note de 2 anos a 4,15% (-5 bps), a T-note de 10 anos a 4,55% (-3 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,09% (-1 bp).

No Brasil, a curva oscilou entre o alívio vindo do cenário externo e a cautela com o quadro fiscal, além da PMS mais fraca que o esperado. Nesse contexto, o DI jan/27 encerrou a 13,89% (-1 bp), o DI jan/29 a 14,03% (+1 bp) e o DI jan/31 a 14,25% (+3 bps). A curva de NTN-B apresentou leve recuo, encerrando com a B29 a 8,28% (vs. 8,34%), a B35 a 8,03% (vs. 8,06%) e a B50 a 7,55% (estável).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em alta de 0,20%, aos 3.839,16 pontos, frente ao movimento da curva de juros que oscilou entre o alívio vindo do cenário externo e a cautela com o quadro fiscal. Dentre os segmentos, os fundos de tijolo avançaram 0,34%, impulsionados principalmente pelas altas em lajes corporativas (+0,58%), ativos logísticos (+0,50%) e shoppings (+0,19%). Os fundos híbridos também encerraram o dia no campo positivo (+0,07%), assim como os fundos de recebíveis (+0,05%) e o segmento de multiestratégia/FOFs (+0,07%). Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TOPP11 (+4,8%), BRCR11 (+1,7%) e XPLG11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por KISU11 (-2,7%), CACR11 (-1,8%) e URPR11 (-1,4%).

No Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços mostrou contração de 0,4% no setor terciário em maio, após alta de 1,1% em abril. Na comparação com maio de 2025, por sua vez, o setor avançou 0,4%, o 26º resultado positivo consecutivo. A leitura não altera nossa expectativa de desaceleração gradual da atividade ao longo de 2026, com o crescimento do PIB projetado em 2,0%. 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)