Papa Leão XIV defendeu a Estados Unidos como a de uma nação de imigrantes em evento sobre os 250 anos da declaração da independência
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Com agência.
(Brasília-DF, 03/07/2026) Nesta sexta-feira, 03, Papa Leão XIV defendeu a história dos Estados Unidos como a de uma nação de imigrantes, durante um evento que antecede o 250º aniversário do país.
Os EUA celebrarão o 4 de julho, data em que, em 1776, ratificaram sua Declaração de Independência em relação à Grã-Bretanha.
O que disse o Papa Leão?
Falando por vídeo do Vaticano para o National Constitution Center, na Filadélfia, Leão descreveu como "ondas sucessivas de imigrantes" desempenharam um papel na construção da nação. Leão afirmou que a palavra "América" é mundialmente sinônimo de liberdade, devido à maneira como o país acolheu imigrantes.
"Este aniversário histórico nos oferece a oportunidade de refletir mais uma vez sobre os princípios fundadores da nação, na esperança de que a América permaneça sempre fiel ao sonho que lhe rendeu o título de 'terra dos livres e lar dos bravos'", disse Leo, em referência ao hino nacional dos EUA, "The Star-Spangled Banner".
"A grandeza moral de uma nação manifesta-se, acima de tudo, na sua capacidade de apoiar, proteger e valorizar a vida de todos, especialmente a dos mais vulneráveis e a daqueles cujo valor é questionado", afirmou Leo, ressaltando também as posições da Igreja contra o aborto e a eutanásia.
Durante o evento, Leo foi homenageado com a Medalha da Liberdade (Liberty Medal), concedida anualmente a alguém "de coragem e convicção" que lidera a busca pela liberdade.
A crescente disputa de Trump com o Papa Leão, considerado "fraco"
Leão, atual líder da comunidade católica mundial, é natural de Chicago, cidade fortemente visada por operações do órgão de imigração e alfândega (ICE). Leão não mencionou Trump em seu discurso.
No entanto, as declarações de Leo surgem num momento em que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, tem defendido a deportação em massa de imigrantes sem documentos e também suspendido outras formas de imigração legal, como a pausa na emissão de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países.
Trump criticou as opiniões de Leo, classificando-o como "fraco no combate ao crime e péssimo para a política externa". Trump afirmou não ser "fã do Papa Leo" e rejeitou a posição de Leo de que uma guerra com o Irã não seria "justa".
Leo, por sua vez, declarou não ter "medo do governo Trump".
Trump também entrou em conflito com o antecessor de Leo, o Papa Francisco, devido aos planos do presidente — durante seu primeiro mandato — de construir um muro na fronteira com o México.
Contudo, mais tarde, Trump elogiou Francisco, descrevendo-o como "um homem muito bom que amava o mundo", após a morte do pontífice em 2025. Trump também compareceu ao funeral de Francisco naquele ano.
( da redação com DW, AP, AFP. Edição: Política Real)