31 de julho de 2025
ECONOMIA

Segundo Neogrid e FGV IBRE, o custo da cesta básica sobe em 8 capitais monitoradas no mês de maio

Veja mais

Por Politica Real com agências
Publicado em
Veja comparativo da cesta básica da D=FG-IBRe e Neogrid de maio Foto: Imagem do site da FGV-IBRE

(Brasília-DF, 01/07/2026).  Nesta quarta-feira, 01, a parceria da FGV-IBRE com o Neogrid revelou que  os preços da cesta básica apresentaram alta em todas as oito capitais analisadas em maio.

Em maio, o Rio de Janeiro registrou a menor variação mensal entre as capitais analisadas, com alta de apenas 0,91% em relação a abril, passando de R$981,37 para R$990,32. Por conta desse avanço contido, a capital fluminense deixou de ocupar a liderança nacional em preços da cesta básica, posição que foi assumida por São Paulo. Ainda assim, os custos persistentes ligados à logística urbana e ao padrão de consumo característico dos cariocas mantêm o Rio entre as cidades com patamares elevados, sendo destaque como uma das principais referências de preços altos no país.

Manaus registrou uma alta moderada de 1,27% no preço da cesta básica, que passou de R$841,62 em abril para R$852,30. O avanço, embora mais contido do que em meses anteriores, reflete a pressão de fatores estruturais e os custos logísticos do transporte na região. A dependência de itens industrializados também segue como componente relevante, contribuindo para manter os preços da capital amazonense em patamares elevados.

São Paulo registrou em maio um dos maiores aumentos no preço da cesta básica entre as capitais monitoradas, alta de 2,67%, passando de R$974,92, em abril, para R$1.000,94. Com esse avanço, a metrópole assumiu a liderança nacional, superando o Rio de Janeiro e se tornando a cidade com o maior custo médio. A combinação de alta demanda, complexidade logística de abastecimento e pressão sobre os preços dos legumes contribuiu para o movimento, reforçando o peso do consumo na maior capital do país.

Salvador apresentou em maio uma variação positiva de 2,15% no preço da cesta básica, que passou de R$867,65 em abril para R$886,29. O avanço reflete a pressão sobre itens alimentares, especialmente legumes e feijão, que continuam sujeitos a oscilações sazonais e aos custos de transporte. Com isso, a capital baiana se mantém entre as cidades onde os preços da cesta de consumo seguem em trajetória de alta.

Curitiba registrou em maio uma alta de 1,13% no preço da cesta básica, passando de R$768,81, em abril, para R$777,53. Embora a variação mensal tenha sido contida, os movimentos internos foram intensos, os legumes tiveram a maior alta entre todas as capitais, com avanço de 43,71%, enquanto os ovos apresentaram queda expressiva de 20,05%. O contraste evidencia como fatores climáticos que afetam a produção agrícola regional podem gerar oscilações simultâneas de alta e baixa dentro da mesma cesta.

Belo Horizonte registrou em maio uma alta de 1,97% no preço da cesta básica, com o valor médio passando de R$754,93, em abril, para R$769,83. O movimento foi impulsionado principalmente pelos legumes, que avançaram 31,38%, e pelo feijão, com alta de 4,65%, evidenciando pressões disseminadas sobre alimentos essenciais. Apesar disso, a capital mineira segue com a cesta básica mais barata entre as capitais analisadas, ao mesmo tempo em que lidera o acumulado de aumento no semestre.

Fortaleza registrou em maio uma elevação significativa de 3,18% no preço da cesta básica, passando de R$901,02, em abril, para R$929,69. Foi um dos maiores avanços mensais do levantamento, impulsionado principalmente pelos legumes, que subiram 27,03%, e pela carne bovina, com alta de 6,71%. O resultado reforça a influência do mercado regional sobre os alimentos, colocando a capital cearense entre as cidades com maior pressão de preços no período.

Brasília registrou em maio o maior aumento mensal entre as oito capitais analisadas, a alta de 3,30%, com o preço médio passando de R$848,08, em abril, para R$876,04. A capital federal, que costuma apresentar valores intermediários em relação às demais cidades, foi pressionada principalmente pelos legumes, que subiram 20,68%, e pelo feijão, com avanço de 8,14%. Em contrapartida, o pão apresentou recuo de 2,18%, atenuando parcialmente a escalada dos preços.

Na análise geral das oito capitais monitoradas, São Paulo passou a registrar em maio de 2026 a cesta básica mais cara do país, alcançando R$1.000,94 e superando o Rio de Janeiro, que ficou em R$990,32. Na outra ponta, Belo Horizonte manteve o menor custo, com R$769,83. A diferença entre os extremos chega a 30%, evidenciando disparidades regionais no acesso e no preço dos alimentos. Esses contrastes refletem fatores estruturais como logística de abastecimento, incidência diferenciada de tributos estaduais e concentração da oferta no varejo alimentar, que seguem moldando o custo de vida de forma desigual no território nacional.

O que mais pressionou as cestas no semestre

No contexto mensal de maio de 2026, os legumes foram, de forma disparada, o principal vetor de pressão sobre a cesta básica em todas as capitais analisadas, com variações expressivas e desiguais entre as regiões. Em Curitiba, o avanço chegou a 43,71%, configurando a maior alta do levantamento e tornando-se o principal fator de encarecimento da cesta. Em outras capitais, os legumes também exerceram influência significativa, como em São Paulo (42,37%) e Manaus (6,90%), reforçando o papel central desse grupo de alimentos na escalada dos preços.

Em São Paulo, os legumes também lideraram a pressão sobre a cesta básica, com alta de 42,37%, seguidos pelo feijão, que avançou 4,48% compondo um quadro de encarecimento concentrado em poucos itens. No Rio de Janeiro, os legumes registraram aumento de 32,56%, enquanto o feijão recuou −1,20%, evidenciando a oscilação entre grupos alimentares e mostrando como diferentes produtos podem puxar a cesta em direções opostas dentro da mesma capital.

Em Belo Horizonte, os legumes avançaram 31,38%, configurando o principal fator de pressão, acompanhados pelo feijão (4,65%) e pelo pão (3,10%). Fortaleza apresentou comportamento semelhante, com os legumes em alta de 27,03% e a carne bovina subindo 6,71%, reforçando o peso dos alimentos básicos no encarecimento da cesta. Já em Salvador, os legumes registraram aumento de 21,91% e o feijão 4,66%, evidenciando a coexistência de movimentos de alta e baixa dentro da mesma capital.

Em Brasília, os legumes avançaram 20,68%, configurando o principal fator de pressão, acompanhados pela alta do feijão (8,14%) e pela queda do pão (−2,18%), que ajudou a atenuar o impacto sobre a cesta. Já em Manaus, o item de maior influência foi o pão, com alta de 9,52%, enquanto os legumes subiram de forma mais moderada (6,90%) em comparação às demais capitais. Esse comportamento distinto sinaliza uma dinâmica de oferta regional própria, marcada por desafios logísticos e sazonalidade diferenciada.

 

Principais itens por capital:

 

Belo Horizonte: legumes (31,38%), feijão (4,65%);

 

Brasília: legumes (20,68%), feijão (8,14%);

 

Curitiba: legumes (43,71%), arroz (6,10%);

 

Fortaleza: legumes (27,03%), carne bovina (6,71%);

 

Manaus: pão (9,52%), legumes (6,90%);

 

Rio de Janeiro: legumes (32,56%), arroz (2,29%);

 

Salvador: legumes (21,91%), feijão (4,66%);

 

São Paulo: legumes (42,37%), feijão (4,48%).

 

Cesta Ampliada: alta em todas as capitais

 

A cesta de consumo ampliada, que reúne os 18 itens da cesta básica mais produtos de higiene, limpeza e outros itens de consumo totalizando mais de 50 produtos, apresentou novamente comportamento uniforme de alta em maio de 2026, com todas as oito capitais monitoradas registrando aumento nos preços médios mensais, refletindo pressões disseminadas sobre alimentos, higiene pessoal e produtos de limpeza no período.

 

Capitais com alta em maio:

 

Rio de Janeiro: +0,83%, totalizando R$ 2.234,73, mantendo-se a cesta mais cara do país;

 

Belo Horizonte: +1,56%, chegando a R$ 1.958,66;

 

São Paulo: +1,83%, fechando em R$ 2.144,76;

 

Curitiba: +1,86%, totalizando R$ 1.791,80;

 

Fortaleza: +1,68%, com R$ 1.998,12;

 

Salvador: +1,61%, alcançando R$ 1.971,01;

 

Manaus: +1,14%, fechando em R$ 1.885,65;

 

Brasília: +1,91%, totalizando R$ 2.068,45 — a maior alta entre todas as capitais.

 

Um ponto relevante a se observar é que, diferentemente do que ocorreu na cesta básica, o Rio de Janeiro mantém a liderança de preços na cesta ampliada, mesmo registrando a menor variação mensal do levantamento (+0,83%). Brasília liderou as variações com +1,91%, seguida por Curitiba (+1,86%) e São Paulo (+1,83%), sugerindo que a pressão sobre itens de higiene, limpeza e hortifrúti tem atingido de forma mais intensa capitais com cestas historicamente mais baratas. Ainda assim, o Rio de Janeiro segue isolado como a capital com o custo da cesta ampliada mais elevado do levantamento, a R$ 2.234,73 uma posição que contrasta com o que se observa na cesta básica, onde São Paulo já assumiu a liderança de preços.

 

Destaques por capital:

 

Belo Horizonte: queijos (+5,52%), leite condensado (+3,34%);

 

Brasília: verduras (+6,65%), queijos (+4,04%);

 

Curitiba: chocolate (+6,64%), verduras (+6,27%);

 

Fortaleza: chocolate (+6,49%), verduras (+3,70%);

 

Manaus: verduras (+14,55%), queijos (+4,91%);

 

Rio de Janeiro: chocolate (+6,09%), amaciantes de roupas (+2,37%);

 

Salvador: chocolate (+5,81%), verduras (+2,99%);

 

São Paulo: chocolate (+3,61%), queijos (+2,39%).

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)