31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil FGV divulga a Sondagem do Consumidor e o Banco Central publica o fluxo cambial semanal

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 24/06/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da Xp Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil a FGV divulga a Sondagem do Consumidor e o Banco Central publica o fluxo cambial semanal.

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Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,6%), com leve recuperação do setor de tecnologia, após a forte correção observada na véspera, e enquanto investidores aguardam os resultados de Micron após o fechamento do mercado. Micron (+4%) e Sandisk (+3%) lideram os ganhos no pré-mercado, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior.

Na Europa, o Stoxx 600 opera próximo da estabilidade. Na Ásia, os mercados fecharam mistos. O Kospi (Coreia do Sul) avançou 3,0%, recuperando parte da queda de quase 10% registrada na terça-feira, enquanto o Nikkei (Japão) recuou 0,9%. Na China, o HSI subiu 0,3% e o CSI 300 avançou 0,5%.

Apesar da recuperação pontual das ações de tecnologia, investidores seguem monitorando sinais de desaceleração no ciclo de investimentos em AI, especialmente após preocupações recentes envolvendo demanda por semicondutores e mudanças estratégicas entre grandes empresas do setor.

No exterior, os PMIs flash de junho trouxeram sinais mistos: atividade resiliente nos Estados Unidos, contração mais branda na Zona do Euro e queda surpreendente no Reino Unido.

Na agenda de hoje, nos Estados Unidos, destaque para as vendas de novas moradias e as licenças de construção de maio.

IBOVESPA +0,52% | 171.258 Pontos.  CÂMBIO +0,68% | 5,17/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou ontem em alta de 0,5%, aos 171.258 pontos, na contramão das bolsas americanas (Nasdaq: -2,2%; S&P 500: -1,4%; Dow Jones: -0,1%), que recuaram com a realização de lucros no setor de tecnologia. O movimento reflete a menor exposição do índice brasileiro ao setor e o fechamento da curva de juros após a publicação da ata do Copom.

 

A MBRF (MBRF3: +9,8%) foi o destaque positivo do dia, beneficiada pela exposição da companhia ao mercado halal e pela expectativa de normalização do comércio no Oriente Médio. Na ponta negativa, a Hapvida (HAPV3: -3,1%) recuou, continuando a tendência negativa do papel, que recua 15,4% no mês de junho.

Renda fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de terça-feira em queda ao longo da curva. Nos EUA, a T-note de 2 anos recuou para 4,20% (-3bps), a T-note de 10 anos para 4,50% (-1bp) e o T-bond de 30 anos para 4,94% (-1bp), em meio à queda do petróleo e monitoramento de dados mais fortes de atividade, enquanto persistem expectativas de política monetária restritiva pelo Fed. No Brasil, a curva apresentou fechamento, com o DI jan/27 a 14,19% (-3bps), o DI jan/29 a 14,63% (-13bps) e o DI jan/31 a 14,58% (-11bps), em movimento puxado pela interpretação de que o Banco Central pode retomar cortes de juros, ainda que não ocorra de forma sequencial. A curva de NTN-B apresentou abertura, levando a B29 a 8,75% (vs. 8,68%), a B35 a 8,19% (vs. 8,18%) e a B50 a 7,58% (vs. 7,52%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,09%, refletindo o fechamento da curva de juros, movimento associado à leitura de que o Banco Central pode voltar a reduzir a taxa de juros, ainda que de forma não contínua

Os fundos de recebíveis recuaram 0,02%, mantendo desempenho próximo da estabilidade e reforçando seu perfil defensivo. Os fundos de tijolo cederam 0,11% no agregado, pressionados por Ativos Logísticos (-0,34%) e Shoppings (-0,11%), enquanto Lajes Corporativas se destacaram positivamente com alta de 0,09%. Multiestratégia avançou 0,15% e os Fundos de Fundos recuaram 0,13%, ao passo que os Fundos Híbridos cederam 0,19%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BROF11 (+4,4%), CACR11 (+3,5%) e CPTS11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-2,1%), KORE11 (-2,0%) e TGAR11 (-1,7%).

Economia

No Brasil, o Banco Central publicou a ata da reunião de junho do Copom, que reduziu a Selic em 0,25 p.p. para 14,25% a.a. O documento descreve cenário mais desfavorável para a inflação e identifica “assimetria altista” no balanço de riscos. Em nossa leitura, o plano de voo do Copom aponta para manutenção da Selic em 14,25% na próxima reunião (agosto).

No Brasil, a FGV divulga a Sondagem do Consumidor e o Banco Central publica o fluxo cambial semanal.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)