DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil divulgação da Ata do Copom
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(Brasília-DF, 23/06/2026) A Politica Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para divulgação da íntegra da Ata do Copom.
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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda acentuada (S&P 500: -1,4%; Nasdaq 100: -2,8%) pressionados principalmente por ações ligadas a semicondutores e inteligência artificial, refletindo a realização de lucros no setor de tecnologia após o sell-off observado nas bolsas do país.
Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa, com destaque para o Kospi (Coreia do Sul), que despencou 9,9%, enquanto o Nikkei (Japão) caiu 3,6%. Na China, o Hang Seng recuou 1,8% e o CSI 300 perdeu 2,8%. Na Europa, o movimento também é negativo, com o Stoxx 600 caindo 0,9%, liderado pelo setor de tecnologia. Apesar da correção recente, analistas seguem destacando que os resultados corporativos continuam sendo o principal suporte para o mercado acionário.
Na agenda internacional, foco na divulgação de PMIs (índices de gerentes de compras) de economias avançadas – esses índices são oriundos de sondagens empresariais sobre as condições econômicas e de mercado. Houve avanço moderado no índice da Zona do Euro e ligeira queda no Reino Unido entre maio e junho (leitura preliminar). Os índices dos Estados Unidos serão conhecidos no final da manhã.
IBOVESPA +1,21% | 170.370 Pontos. CÂMBIO -0,09% | 5,13/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 1,2%, aos 170.370 pontos. O movimento foi impulsionado principalmente pelo fechamento da curva de juros doméstica, que favoreceu setores mais sensíveis às taxas de juros, e à melhora do sentimento global, diante de avanços diplomáticos no Oriente Médio.
Azzas 2154 (AZZA3, +10,7%) liderou os ganhos do índice após confirmar que está avaliando alternativas estratégicas para os ativos da Farm Rio. Já Suzano (SUZB3, -2,6%) foi o destaque negativo, com as companhias exportadoras apresentando desempenho relativamente inferior.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de ontem em direções opostas. Nos EUA, a T-note de 2 anos subiu para 4,23% (+5 bps), a T-note de 10 anos para 4,51% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos a 4,95% (+5 bps), diante da manutenção de apostas em aperto monetário pelo Fed, apesar da melhora no cenário geopolítico.
No Brasil, a curva apresentou fechamento, refletindo o alívio geopolítico no Oriente Médio, o cancelamento do leilão de NTN-B e a expectativa pela ata do Copom, com o DI jan/27 a 14,22% (-5 bps), o DI jan/29 a 14,76% (-19 bps) e o DI jan/31 a 14,69% (-21 bps). A curva de NTN-B apresentou abertura, levando a B29 a 8,68% (vs. 8,61%), a B35 a 8,18% (vs. 8,14%) e a B50 a 7,52% (estável).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira (22) com queda de 0,1%, diante do fechamento da curva de juros, refletindo o alívio geopolítico no Oriente Médio e a expectativa pela ata do Copom. Os fundos de recebíveis recuaram 0,08%, em desempenho alinhado ao tom mais cauteloso do pregão. Os fundos de tijolo cederam 0,11% no agregado, pressionados por Multiestratégia (-0,30%), Ativos Logísticos (-0,13%) e Lajes Corporativas (-0,25%), enquanto Shoppings se destacaram positivamente com alta de 0,17%. Os Fundos de Fundos avançaram 0,23% e os Fundos Híbridos cederam 0,08%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BROF11 (+4,2%), VGIP11 (+2,5%) e TGAR11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VILG11 (-2,5%), XPIN11 (-2,2%) e SNCI11 (-2,0%).
Economia
Os mercados globais emitiram sinais mistos ontem. Por um lado, o avanço nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. O governo de Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional. A cotação do barril Brent recuou em torno de 3,0%, para 78 dólares. Por outro lado, os investidores demonstraram cautela acerca do financiamento da forte expansão de investimentos em Inteligência Artificial (IA) e transações circulares envolvendo empresas do setor.
No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central trouxe alta adicional nas projeções de inflação e juros. A mediana das expectativas para o IPCA de 2026 subiu de 5,30% para 5,33% (estava em 5,04% em há quatro semanas). Para 2027, o atual horizonte relevante da política monetária, a projeção avançou de 4,10% para 4,15%; para 2028, houve elevação de 3,68% para 3,70%. Enquanto isso, a mediana das expectativas para a taxa Selic no final deste ano aumentou de 13,75% para 14,00%. As projeções continuaram em 12,00% e 10,25% para o final de 2027 e 2028, respectivamente.
Hoje, destaque para a publicação da ata da última reunião do Copom. O mercado estará atento ao detalhamento dos elementos hawkish destacados no comunicado da semana passada, como a descrição de aceleração da atividade doméstica e piora do quadro inflacionário, além das alterações no balanço de riscos. Ao mesmo tempo, há grande expectativa sobre a discussão em torno das simulações de diferentes trajetórias de taxa de juros realizadas pela autoridade monetária, que foram consideradas para a decisão de redução da taxa Selic em 0,25 p.p.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)