Ronaldo Caiado, no evento dos presidenciáveis da CNI, diz que insegurança jurídica, o mercado ilícito e os juros abusivos são elementos que aumentam o chamado Custo Brasil
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(Brasília-DF, 22/06/2026). Nesta segunda-feira, 22, durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis é promovido pela CNI, o pré-candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD), encerrou a série de diálogos com o setor industrial,
Caiado recebeu o documento “Construindo o Brasil 2050”, que reúne as prioridades da indústria para áreas como inovação, infraestrutura e sustentabilidade.
Ronaldo Caiado foi o último a participar da série de diálogos que também contou com a presença dos pré-candidatos Romeu Zema (NOVO) e Flávio Bolsonaro (PL). Em seu discurso, ele destacou que a insegurança jurídica, o mercado ilícito e os juros abusivos são elementos que aumentam o chamado Custo Brasil e impedem a competitividade do setor produtivo. Segundo ele, o caminho para a retomada do crescimento econômico do país está na construção de uma política industrial perene.
“Precisamos de uma política industrial forte, plurianual da indústria, com avanços na área de tecnologia e inovação. O Brasil já perdeu todas as oportunidades de políticas estruturantes. Nos tornamos um país acanhando, mesmo com tanta riqueza”, afirmou. Caiado também disse que é necessária a realização de “todas as reformas”, com destaque para a reforma administrativa, para que o Brasil consiga alcançar o equilíbrio fiscal e a retomada do desenvolvimento econômico. Na ocasião, ele salientou que essa faz parte das pautas prioritárias do seu possível plano de governo.
Sobre os quase oito anos à frente do governo do estado de Goiás, o pré-candidato apresentou os resultados da sua gestão, com destaque para a construção de projetos para a área de educação e tecnologia. Além disso, ele ressaltou a utilização de sistemas de inteligência artificial, nas secretárias de Segurança Pública e de Meio Ambiente, para otimização de projetos.
Ainda sobre inteligência artificial, ele criticou o Brasil dizendo que “estamos atrasados” em assuntos como tecnologia e inovação e que isso impede o avanço em ciência, pesquisa e desenvolvimento. Caiado afirmou que o país não “investe em conhecimento” e que o mercado internacional está focado apenas em commodities, o que traz desvantagens na área da competitividade.
Caiado, ao encerrar o seu discurso, disse que ética e moral devem ser características imprescindíveis a um pré-candidato à presidência da República e que o Brasil, no atual momento político, precisa de “pacificação e capacidade de diálogo” para conseguir ser um país “importante e respeitado” no contexto mundial.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)