31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil haverá destaque para ata do Copom nesta terça-feira

Veja mais números

Por Politica Real com agências
Publicado em
Sinais mistos do mercado Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 22/06/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” apontando que os mercados globais em sinais mistos e no Brasil a semana será de ata do Copom, Relatório de Política Monetária, o IPCA-15 de junho e a Pnad Contínua de maio.

Veja mais:

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: +0,1%) após uma semana positiva para os principais índices, enquanto investidores acompanham os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã e aguardam a divulgação do índice PCE de maio, medida de inflação preferida do Federal Reserve.

Na Europa, o Stoxx 600 recua 0,1%, com a maior parte dos setores em queda. No mercado de commodities, o petróleo recua após Catar e Paquistão indicarem avanços nas negociações entre EUA e Irã para um acordo definitivo nos próximos 60 dias. Na Ásia, o desempenho foi majoritariamente positivo. O Nikkei (Japão) avançou 1,6% e renovou máximas históricas, enquanto o Kospi (Coreia do Sul) subiu 0,7%. Na China, o CSI 300 avançou 2,4%, enquanto o Hang Seng recuou 0,7%. Leia os Top 5 temas globais.

IBOVESPA +0,03% | 168.333 Pontos.  CÂMBIO +1,92% | 5,16/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 1,6% em reais e de 3,1% em dólares, por conta da depreciação de 1,8% do real, aos 168.457 pontos.

A Embraer foi o destaque positivo da semana (EMBJ3, +8,7%), após notícias favoráveis para a divisão de defesa, com avanços na potencial venda de aeronaves C-390 para a Grécia e possível de expansão na índia.

Por outro lado, Braskem (BRKM4, -17,6%) acumulou forte queda, devido a dificuldades nas negociações com credores para uma reestruturação extrajudicial da dívida. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram o período com dinâmica mista. Nos EUA, a semana foi encurtada por feriado, sem negociações na sexta-feira. Considerando o fechamento de quinta-feira (18), as Treasuries apresentaram desempenho distinto ao longo da curva, com alta na ponta curta, onde a T-note de 2 anos avançou para 4,18% (+10 bps), em linha com a sinalização mais cautelosa do Fed, enquanto as taxas longas recuaram, com a T-note de 10 anos a 4,45% (-3 bps) e o T-bond de 30 anos a 4,90% (-7 bps), movimento associado ao alívio geopolítico.

No Brasil, nos vértices mais curtos, houve fechamento, com o DI jan/27 a 14,26% (-11 bps), ao passo que as partes intermediária e longa registraram abertura relevante, em meio ao aumento das preocupações fiscais e à leitura de um Banco Central mais tolerante com a inflação. Nesse contexto, o DI jan/29 avançou para 14,94% (+48 bps) e o DI jan/31 para 14,89% (+56 bps). A curva de NTN-B acompanhou esse movimento de alta, levando a B29 a 8,61%, a B35 a 8,14% e a B50 a 7,52%.

Economia

As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram na Suíça, após um fim de semana turbulento marcado pela declaração iraniana de fechamento do Estreito de Ormuz e pelas ameaças de Trump de retomar os bombardeios. Ao fim das conversas, o chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que “progresso significativo” havia sido alcançado, e os mediadores Qatar e Paquistão confirmaram que as conversas continuarão. O preço do petróleo (tipo Brent) segue abaixo de US$ 80 por barril.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer anunciou sua renúncia, cedendo à pressão interna no Partido Trabalhista. Na Colômbia, o candidato de direita Abelardo de la Espriella venceu o segundo turno presidencial com 49,7% dos votos.

Na agenda desta semana, destaque para o deflator PCE de maio nos Estados Unidos, principal métrica de inflação do país, e para os índices PMI das principais economias.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a semana com queda contida de 0,37% — desempenho mais moderado do que o observado nas semanas anteriores —, ampliando a perda no mês para 2,0%, até aqui o pior resultado mensal do índice no ano.

Os fundos de recebíveis permaneceram praticamente estáveis no acumulado da semana (-0,06%), enquanto os fundos de tijolo recuaram 0,50%. No segmento de lajes corporativas (0,18%), um movimento concreto de demanda reforçou a leitura fundamentalista positiva que vínhamos destacando. Segundo a SiiLA (link), o Itaú avançou nas negociações para ampliar de forma relevante sua área de escritórios nas regiões da Chucri Zaidan e da Chácara Santo Antônio, impulsionado pela retomada do trabalho presencial e pela reorganização de sua ocupação na cidade.

Nos demais segmentos, shoppings apresentaram recuo de 0,39%, enquanto os ativos logísticos caíram 0,86%. Multiestratégia também registrou queda de 0,59%, e os FOFs recuaram 1,47%.

Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram CACR11 (+5,8%), PVBI11 (+2,5%) e TRBL11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VGRI11 (-2,7%), XPLG11 (-2,7%) e RBRR11 (-2,5%). Saiba mais sobre os destaques da semana.

No Brasil, atenções voltadas para a ata do Copom e o Relatório de Política Monetária, o IPCA-15 de junho e a Pnad Contínua de maio.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)