31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil sem índices econômicos relevantes em destaque

Veja mais

Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados financeiros hoje Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 19/06/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil não há expectativa de índices relevantes.

Veja mais:

Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,4%), devolvendo parte dos ganhos da semana. Até quinta-feira, o S&P 500 avançou 1,1%, enquanto o Nasdaq subiu 1,9%, impulsionados pela forte valorização das empresas de semicondutores e acordo do conflito no Oriente Médio. O movimento foi liderado por Intel (+10,6%), após o anúncio de uma parceria com a Apple para desenvolvimento de chips nos Estados Unidos, além de ganhos expressivos de Nvidia e Micron.

Na Europa, as bolsas operaram próximas da estabilidade, com o Stoxx 600 avançando 0,1%, apoiado pelos setores de energia e saúde. Na Ásia, o desempenho foi misto, com o Nikkei (Japão) avançando 0,3% e renovando máximas históricas, enquanto o Kospi (Coreia do Sul) recuou 0,1% após superar os 9.000 pontos pela primeira vez no pregão anterior. Na China, os mercados permaneceram fechados por feriado.

IBOVESPA -0,10% | 168.277 Pontos.  CÂMBIO +1,92% | 5,16/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira próximo da estabilidade, com leve queda de 0,1%, aos 168.278 pontos. O mercado repercutiu a decisão e o comunicado do Copom, que foi visto como brando pela maioria dos investidores. Como resultado, os juros futuros de longo prazo abriram e o real se desvalorizou, pressionando as ações brasileiras.

Nesse cenário, empresas exportadoras, que se beneficiam da valorização do dólar, avançaram, como WEG (WEGE3, +5,0%) e Suzano (SUZB3, +3,2%). Por outro lado, Braskem (BRKM5, -10,3%) foi o principal destaque negativo da sessão após notícias de dificuldades nas negociações com credores para uma reestruturação extrajudicial da dívida.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de ontem com comportamento misto, em um movimento de inclinação da curva doméstica diante da repercussão do Copom, contrastando com o alívio observado no exterior. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries recuaram após acordo entre EUA e Irã, com a T-note de 2 anos a 4,18% (-3bps), a de 10 anos a 4,45% (-5bps) e o T-bond de 30 anos a 4,90% (-3bps).

No Brasil, a curva de DI apresentou abertura nos vértices mais longos, refletindo maior prêmio de risco, com o DI jan/27 a 14,24% (-9bps), enquanto o DI jan/28 subiu a 14,70% (+6bps), o DI jan/29 avançou a 14,77% (+8bps) e o DI jan/31 atingiu 14,69% (+12bps). A curva NTN-B acompanhou o avanço, com a B29 em 8,63% (vs. 8,48%), a B35 em 8,15% (vs. 8,04%) e a B50 em 7,51% (vs. 7,45%).

IFIX

O IFIX encerrou o pregão de ontem em queda de 0,30%. O movimento ocorreu em meio à disparada dos juros longos e à inclinação da curva, refletindo ruído em torno da decisão do Banco Central por uma Selic mais baixa nos próximos meses. Os Fundos de Tijolo, maior segmento do índice com 38,8% de participação, cederam 0,37% no dia, com pressão vinda de Ativos Logísticos (-0,53%) e Lajes Corporativas (-0,33%). Os Fundos de Recebíveis, segundo maior segmento com 33,5% de participação, sustentaram desempenho praticamente estável, recuando apenas 0,01%. Shoppings cederam 0,21%, Multiestratégia e Fundos de Fundos registraram quedas de 0,26%, enquanto os Fundos Híbridos aprofundaram as perdas com recuo de 0,71%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BCRI11 (+2,8%), PORD11 (+1,5%) e VINO11 (+1,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por HSAF11 (-2,0%), TRBL11 (-1,8%) e OUJP11 (-1,8%).

Economia

O Banco da Inglaterra manteve sua taxa básica em 3,75%, mas com placar mais conservador (hawkish) do que em abril — dois membros votaram pela alta imediata para 4,0%, ante apenas um na reunião anterior — sinalizando crescente preocupação com a persistência inflacionária no Reino Unido. Enquanto isso, no Japão, a inflação ao produtor acelerou para 6,3% a/a, reforçando a necessidade da postura mais conservadora do Banco Central do Japão.

Nos Estados Unidos, os pedidos de seguro-desemprego seguem em patamar baixo e o índice industrial do Fed de Filadélfia surpreendeu positivamente em junho.

Na agenda de hoje, destaque para a divulgação de novas datas possíveis para o encontro entre os representantes dos Estados Unidos e Irã.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)