Comando Central do Exército dos EUA (Centcom) suspende bloqueio marítimo ao Irã
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Com agências
(Brasília-DF, 18/06/2026)_Nesta quinta-feira, 18, o Comando Central do Exército dos EUA (Centcom) afirmou ter suspendido o bloqueio ao tráfego marítimo de e para o Irã.
"As forças americanas não estão impedindo o trânsito de embarcações de ou para portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã", publicou o Centcom em sua conta oficial no Twitter.
O Centcom também afirmou que seus navios permanecerão na área geral do Irã para garantir o cumprimento do acordo de Washington com Teerã.
Cessar fogo total
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse esperar que todos os lados respeitem o acordo com o Irã e cessem as hostilidades.
"Esperamos um cessar-fogo total em todas as frentes, incluindo Líbano, Hezbollah e Israel", publicou Trump em sua conta no Truth Social, acrescentando que Washington está "comprometido com a paz".
Segundo o líder americano, todos os países do Oriente Médio devem "manter seu compromisso" de permitir que as negociações com o Irã "se desenrolem de forma harmoniosa".
Mais cedo
Donald Trump defendeu o acordo provisório com o Irã nestaa quinta-feira, após assiná-lo durante a madrugada.
"Esses tolos, que acham que eu não fui duro o suficiente com o Irã, quando o mercado de ações acaba de atingir um recorde histórico e os preços do petróleo estão despencando, são invejosos, pessoas más ou estúpidos", disse o presidente em sua plataforma Truth Social.
A declaração vem após alguns comentaristas conservadores e até mesmo membros do próprio partido republicano de Trump se manifestarem contra o acordo, particularmente em comparação com o acordo nuclear com o Irã de 2015, firmado pelo ex-presidente Barack Obama.
O senador do Texas, Ted Cruz, um potencial candidato à presidência em 2028, disse: "Acho que o presidente, infelizmente, está recebendo maus conselhos".
Outro senador republicano, Bill Cassidy, da Louisiana, descreveu o acordo como o "pior erro de política externa em décadas".
"As ambições nucleares do Irã não foram contidas, e eles aprenderam que ameaçar o Estreito de Ormuz funciona", disse Cassidy.
( da redação com informações da AP, AFP, DW. Edição: Política Real)