31 de julho de 2025
RUSSIA/UCRÂNIA

Mais um alto militar russo é morto em explosão em Moscou, informa imprensa independer russa; Kremlin confirmou a ocorrência de uma explosão, mas tampouco a Ucrânia teceu comentários

Veja mais

Por Politica Real com agências
Publicado em
Imagem do carro do Coronel Damir Davydov incendiado Foto: X da NS Noelreports

Com agências

(Brasília-DF, 10/06/2026) Nesta quarta-feira, 10, informam agências internacionais, um um oficial militar morreu ao ter o seu carro atingido por uma bomba perto de Moscou, de acordo com a imprensa independente russa.

O alvo teria sido o coronel Damir Davydov, chefe do diretório de artilharia e mísseis do Ministério da Defesa da Rússia. Os explosivos teriam sido plantados debaixo do veículo.

O Kremlin confirmou a ocorrência de uma explosão, recusando-se a oferecer mais detalhes sobre uma investigação em curso.

Tampouco a Ucrânia teceu comentários. Desde o início da guerra entre os dois países, há mais de quatro anos, diversos ataques contra oficiais militares russos foram reivindicados ou amplamente atribuídos a forças especiais ucranianas.

Explosões em série

Em dezembro, enquanto as delegações russa e ucraniana se engajavam em negociações de paz nos Estados Unidos, outro carro foi bombardeado, matando o tenente-general Fanil Sarvarov em condições semelhantes.  Com uma longa experiência em guerras, ele atuava num departamento de treinamento das Forças Armadas russas.

À época, o episódio foi contabilizado pela imprensa como o terceiro do tipo em pouco mais de um ano. Dois dias depois, outra explosão levaria à morte de dois policiais que teriam participado da invasão contra a Ucrânia, segundo fontes anônimas ouvidas pela agência de notícias Associated Press.

Antes disso, em 2024, o tenente-general Igor Kirillov, chefe das tropas de defesa nuclear, biológica e química, foi morto por uma bomba escondida em uma scooter elétrica, em frente ao prédio onde morava. O seu assistente também morreu. O serviço de segurança ucraniano reivindicou a autoria do ataque.

Por sua vez, o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do principal departamento operacional do Estado-Maior, foi morto em abril do ano passado, por um artefato explosivo colocado em seu carro, estacionado próximo ao seu prédio, na mesma área onde morreu Davydov.

Dias após a morte de Moskalik, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou ter recebido um relatório do chefe da inteligência estrangeira da Ucrânia sobre a "eliminação" de altos oficiais militares russos, acrescentando que "a justiça inevitavelmente chega".

A Ucrânia, cujas capacidades militares são inferiores às da Rússia, fez desses tipos de ataque inesperados uma estratégia para tentar reverter o curso da guerra. Em agosto, por exemplo, forças ucranianas realizaram uma incursão surpresa na região de Kursk, mesmo enquanto lutavam para conter as ofensivas russas em outras áreas.

As tropas de Moscou acabaram por expulsá-las, mas a incursão desviou recursos militares russos e elevou o moral ucraniano.

 ( da redação com DW, AP, AFP. Edição: Política Real )