31 de julho de 2025
JUDICIÁRIO SOB PRESSÃO

Edson Fachin diz, em evento na USP, que independência dos juízes é essencial para preservação da democracia e que há ameaças a essa independência, tanto internas como externas

Fachin, ao abordar os desafios enfrentados pelas democracias contemporâneas, observou que instituições responsáveis pela proteção da ordem constitucional têm ocupado posição central no debate público

Por Política Real com assessoria
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Edson Fachin fez conferência, hoje, na USP, lá em SP Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 08/06/2026) Nesta segunda-feira, 8, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, durante palestra no Congresso Brasileiro de Direito e Políticas Públicas, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), defendeu a independência judicial como elemento essencial à preservação da democracia constitucional, do Estado de Direito e dos direitos fundamentais.

Fachin, ao abordar os desafios enfrentados pelas democracias contemporâneas, observou que instituições responsáveis pela proteção da ordem constitucional têm ocupado posição central no debate público e, por essa razão, frequentemente se tornam alvo de questionamentos e pressões.

Segundo o presidente do STF, a autonomia dos juízes e dos tribunais não representa um privilégio corporativo, mas uma garantia destinada à própria sociedade.

“Sem magistrados independentes não há proteção efetiva dos direitos fundamentais. Sem tribunais autônomos não há controle adequado do exercício do poder nem preservação da supremacia da Constituição”, afirmou.

O ministro destacou ainda que as ameaças à independência judicial podem assumir diferentes formas, incluindo pressões internas e iniciativas externas incompatíveis com o respeito devido ao exercício legítimo da jurisdição em Estados democráticos e soberanos.

Para Fachin, a defesa da independência judicial está diretamente relacionada à proteção das instituições democráticas. “A defesa da independência judicial, da autonomia institucional dos tribunais e do respeito às decisões legitimamente proferidas segundo a ordem constitucional de cada país constitui compromisso inseparável da defesa da própria democracia”, disse.

Democracia constitucional

Fachin, na conferência, também refletiu sobre o papel do Poder Judiciário na concretização de direitos fundamentais e na promoção da cidadania. Segundo ele, as políticas judiciárias desenvolvidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contribuem para ampliar o acesso à Justiça, fortalecer a proteção de grupos vulneráveis e aperfeiçoar a prestação jurisdicional.

Ao encerrar, Fachin ressaltou que a preservação da democracia, da liberdade e do Estado de Direito exige compromisso institucional permanente e confiança nos valores constitucionais.

“Seguiremos firmes na defesa da Constituição, do Estado de Direito, da democracia, da liberdade e da independência do Poder Judiciário, conscientes de que a preservação dessas conquistas exige vigilância permanente, compromisso institucional e confiança nos valores democráticos”, concluiu.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)