Ministro da CGU ao comentar a questão da corrupção no Brasil pelo USTR para novo tarifaço fala contradição difícil de ignorar
Confira a íntegra da postagem
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(Brasília-DF, 03/06/2026). A recomendação do Escrítório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR, em inglês) dá destaque a questão da corrupção no Brasil.
No final da noite dessa terça-feira, 2, o ministro da Controladoria Geral da União(CGU), Vinicius Marques de Carabalho, fez uma longa postagem em sua rede sociais X comentando o novo tarifação dos Estados Unidos no Brasil.
Veja a íntegra da postagem: :
Há uma contradição difícil de ignorar na investigação aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil.
O discurso usado para pressionar o país fala em combate à corrupção. Mas esse mesmo discurso aparece no momento em que o governo dos Estados Unidos reduz a prioridade de aplicação do FCPA, lei criada para punir empresas americanas que corrompem agentes públicos em outros países.
Quando a corrupção envolve empresas dos Estados Unidos atuando fora das fronteiras, a cobrança perde força. Quando envolve pressionar um país soberano, o combate à corrupção vira instrumento geopolítico.
O rigor cobrado do Brasil não parece valer com a mesma intensidade para empresas americanas. O que deveria ser princípio vira conveniência. O que deveria fortalecer instituições vira ferramenta de pressão externa.
No caso brasileiro, a contradição é ainda mais grave porque essa ofensiva contou com apoio e provocação da família Bolsonaro, que mais uma vez aposta em levar disputas domésticas para Washington e transformar divergências políticas internas em ataques à soberania nacional.
Enquanto isso, o Brasil segue aplicando a Lei Anticorrupção com vigor. Desde 2013, a Lei nº 12.846 permitiu a instauração de mais de 2.200 processos de responsabilização de empresas, a aplicação de cerca de R$ 2,1 bilhão em multas e a celebração de 36 acordos de leniência, com compromissos de devolução superiores a R$ 20,1 bilhões. Mais de R$ 11,3 bilhões já retornaram aos cofres públicos.
A atuação recente também mostra um Estado mais capaz de investigar e prevenir irregularidades. Em 2025, somente a CGU participou de 76 operações com a Polícia Federal, que identificaram mais de R$ 13,6 bilhões em prejuízos potenciais a grupos criminosos. Auditorias corrigiram distorções bilionárias em programas sociais, operações desarticularam redes criminosas e ferramentas de inteligência evitaram perdas antes que elas acontecessem.
O Brasil não está recuando no combate à corrupção. Está fortalecendo as instituições, ampliando a transparência e aplicando a lei. A diferença é que faz isso dentro da democracia, com soberania e sem transformar a pauta anticorrupção em arma contra outros países.
A melhor resposta à hipocrisia é a prática. E a prática mostra que o governo brasileiro, sob a liderança do Presidente Lula, investiga, responsabiliza, recupera recursos públicos e combate a corrupção sem abrir mão dos interesses nacionais.
( da redação com informações de redes sociais. Edição: Politica Real)