31 de julho de 2025
BRASIL/ESTADOS UNIDOS

Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, após taxação por acusação de trabalho escravo, defende uma negociação para evitar taxação acumulada de 37,5%

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Por Política Real com assessoria
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Amcham e sua logomarca em evento recente Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 03/06/2026) Nesta quarta-feira, 03, após a confirmação de que os  Escritório de Representação Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de que recomenda aplicar 12.5% de taxa no Brasil por estar produzindo com trabalho escravo, a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham)  divulgou nota destacando que o Brasil, junto com as tarifas recomendadas pela secção 301 do Código Comercial dos EUA, ganha o nível de taxação das mais destacadas 37,5%.

Com isso, a Amcham defende uma solução negociada sugerindo que se evite o confronto e se construa uma fortalecida parceria econômica bilateral.

Veja a íntegra da nota:

NOTA SOBRE O RELATÓRIO DA INVESTIGAÇÃO DA SEÇÃO 301 ENVOLVENDO TRABALHO FORÇADO

O relatório divulgado pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação da Seção 301 sobre trabalho forçado envolvendo cerca de 60 países, recomenda a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos originários desses mercados. A proposta prevê dois níveis de sobretaxação, de 10% e 12,5%, com o Brasil incluído no grupo sujeito à alíquota mais elevada.

A medida deve ser analisada em conjunto com as tarifas propostas na investigação da Seção 301 específica para o Brasil, cujo relatório foi divulgado em 1º de julho. Caso ambas sejam confirmadas, determinados produtos brasileiros poderão estar sujeitos a tarifas adicionais acumuladas de até 37,5%, elevando o custo de acesso ao mercado norte-americano e colocando o Brasil entre os países com maior nível de tarifação para exportar aos Estados Unidos.

Por isso, torna-se ainda mais relevante avançar em uma solução negociada para a investigação da Seção 301 envolvendo especificamente o Brasil, de forma a evitar que as exportações brasileiras enfrentem condições de acesso menos favoráveis do que as de seus principais concorrentes no mercado norte-americano, especialmente em produtos industriais.

A Amcham Brasil seguirá apoiando o diálogo entre os dois governos e iniciativas que contribuam para o fortalecimento da parceria econômica bilateral.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)