31 de julho de 2025
BRASIL/ESTADOS UNIDOS

Estados Unidos aplicam tarifas entre 10% e 12.5% em economias que produzem riquezas com trabalho escravo; Brasil está na lista de 60 países

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Por Politica Real com agências
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Donald Trump Foto: Arquivo da Política Real

Com agências

(Brasília-DF, 03/06/2026)   O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, está propondo tarifas adicionais de 10% ou mais, 12.5%, sobre seus parceiros comerciais, após uma investigação sobre países que importam mercadorias supostamente produzidas com trabalho forçado.  O Brasil é um dos que estão na lista.

Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, o Representante Comercial dos EUA (USTR) afirmou ter constatado que 60 economias não conseguiram "impor e efetivamente aplicar uma proibição à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado", classificando isso como um "fardo" para o comércio americano.

"Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais. Não toleraremos mais essa disparidade", disse o embaixador do USTR, Jamieson Greer, no documento.

A proposta de tarifas está atualmente aberta a comentários e revisão pública e, portanto, não entra em vigor imediatamente.

As novas tarifas, de acordo com a legislação comercial dos EUA, podem ajudar Trump a contornar a decisão da Suprema Corte de fevereiro, que considerou suas tarifas amplamente ilegais.

Quais países enfrentarão tarifas adicionais dos EUA?

Uma tarifa adicional de 10% será imposta às importações do Canadá, México, Taiwan, Paquistão, Reino Unido e países da UE. Esses são países que, de acordo com a investigação de Washington, impõem uma proibição à importação de produtos fabricados com trabalho forçado, assumiram compromissos em relação ao trabalho forçado ou impediram parcialmente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Uma tarifa adicional de 12,5% será imposta a outros 45 países, incluindo China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Suíça. Esses são países que não conseguiram impor e aplicar efetivamente a proibição de importações de produtos fabricados com trabalho forçado, afirmou o comunicado.

"Cada um de nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não incentive e perpetue o trabalho forçado em nível global", disse Greer.

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) afirmou ter iniciado 60 investigações sobre trabalho forçado em março.

A suposta falha em proibir importações de produtos fabricados com trabalho forçado estaria "sujeitando os produtores americanos à concorrência desleal" tanto nos mercados de exportação quanto no mercado americano, afirmou o USTR.

O órgão regulador do comércio realizará audiências sobre as tarifas propostas no dia 7 de julho.

( da redação com AP, AFP, DW. Edição: Política Real)

 

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