31 de julho de 2025
OPERAÇÃO CARBONO OCULTO

Dário Durigan explica a nova fase da Operação Carbono Oculto que volta a fazer operações que envolvem fintechs, empresas que atuam na Faria Lima

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Por Política Real com assessoria
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( reeditado) 

(Brasília-DF, 28/05/2026) Na manhã desta quinta-feira, 28, o ministro da Fazenda, Dário Durigan, explicou para os jornalistas, na chegada do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, a nova fase da “Operação Carbono Oculto”, a “Fluxo Oculto”, que está sendo executada pela Receita Federal, Agência Nacional de Petróleo e o Governo de São Paulo.

Durigan diz que esta fase da operação que atinge a chamada Faria Lima com ações contra diversas Fintechs, bancos digitais, que atuavam para lavam dinheiro para operadores do setor de nafta. As operações estão chegando a cinco estados. Foi identificado que foram usados criptoativos para lavagem de dinheiro para as operações criminosas de sonegação de impostos e ganhos financeiros.

Coletiva:

Dário Durigan: Queria, cumprimentando vocês, como sempre, agradecendo a cobertura que vocês estão fazendo, dizer que nós estamos hoje em uma nova etapa da Operação Carbono Oculto.

A Receita Federal tem trabalhado fortemente para fazer o combate às organizações criminosas, ao crime organizado, no andar de cima, olhando a parte financeira que abastece e dá oxigênio para o crime organizado.

E hoje, então, com outros parceiros, inclusive a ANP do governo federal e outros parceiros do governo dos estados, essa nova operação, essa nova fase da Carbono Oculto, cujo nome é Fluxo Oculto, que foram identificadas, graças às informações prestadas, via E-Financeira, aquela declaração para a Receita Federal, que em razão de deputados, influências da direita foram sendo impedidas de serem realizadas durante um tempo.

Graças a essa informação, cumprindo o objetivo de usar a informação para fazer o combate ao fluxo financeiro do crime organizado, outras seis fintechs foram identificadas dentro de um conjunto de operações de orientação criminosa, cujo início é a adulteração de combustível, sonegação fiscal na importação de nafta e que, de fato, leva à identificação de movimentação de algo como um bilhão de reais em espécie para algumas dessas fintechs, uma movimentação total de 26 bilhões de reais em seis  fintechs nos últimos anos, o que acende o sinal de alerta dos órgãos de inteligência que, feita a investigação, hoje são uma série de mandados, uma série de providências que estão sendo cumpridas em cinco estados, quase 60 mandados de busca e apreensão, são 135 servidores, auditores da Receita Federal que estão mobilizados hoje no país para fazer esse enfrentamento, e a gente espera avançar no combate ao crime organizado da maneira que importa, da maneira inteligente, que é fazendo asfixia financeira, identificando as questões que abastecem, de fato, essa engrenagem das organizações criminosas.

Então, reforçando que essas Fintechs foram identificadas dadas informações que a Receita passou a receber em meados de 2025, do ano passado, também identificamos a utilização de criptoativos para fins de lavagem de dinheiro, e vamos seguir avançando com essas operações. Vou até pedir se a Márcia quiser, Márcia que é da Receita Federal, a nossa superintendente, quiser fazer algum comentário adicional, porque a Márcia é superintendente aqui, alguma informação sobre isso.

Márcia Cecília Meng é a Superintendente da Receita Federal do Brasil na 8ª Região Fiscal, que abrange o estado de São Paulo.

Obrigada, ministro. Eu acho que o importante só é a gente perceber que há uma mudança bastante intensa dentro do Estado brasileiro na cooperação interinstitucional.

Cada uma das partes do Estado possui ferramentas que são importantes para combater o crime organizado, e essa atuação conjunta tem feito com que a gente avance bastante no sufocamento, não só financeiro, mas também da logística empresarial desses grupos organizados.

( da redação com informações de assessoria e IA.  Edição: Política Real)