Lula, na Amazônia, diz que investir na construção de barcos no Brasil é afirmar, além da capacidade tecnológica do país, sua soberania
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(Brasília-DF, 27/05/2025) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda no Amazonas desde essa terça-feira, 26. Nesta quarta-feira, 27, ele iria no Estaleiro Bertolini com investimos da Petrobras, iria no Estaleiro Juruá e depois faria anúncio de investimentos no Amazonas.
Em Manaus (AM), foi anunciado investimentos de mais de R$ 2,8 bilhões da Petrobras e da Transpetro no Amazonas até 203º. Os recursos incluem a construção de 18 barcaças no Estaleiro Bertolini e novos investimentos no Polo de Urucu, em Coari (AM).
“A Petrobras é a empresa mais importante desse país. Nós somos brasileiros, nós gostamos do Brasil, gostamos da Petrobras, queremos viver bem, queremos trabalhar bem, queremos estudar bem e só vai ter isso se a economia estiver crescendo. Quando a gente quer, a gente faz esse país dar certo”, afirmou.
O Estaleiro Bertolini será responsável pela construção de 18 barcaças encomendadas pela Transpetro, no valor de R$ 303,5 milhões, que vão garantir maior eficiência logística no fornecimento de combustível marítimo nos portos do país. Somado a isso, a Petrobras vai investir cerca de R$ 2,5 bilhões em perfurações e lançamento de aproximadamente 40 quilômetros de linhas no Polo de Urucu, responsáveis por um incremento médio de produção de 4.400 barris por dia.
Localizado no coração da floresta amazônica, no município de Coari (AM), o Polo Urucu é a maior província petrolífera em terra firme (onshore) do Brasil e completa 40 anos de operação. O Polo é responsável por uma produção média de 105 mil barris de óleo equivalente por dia. As 18 barcaças representam mais um investimento do Programa Mar Aberto, iniciativa do Sistema Petrobras para ampliar e renovar a frota própria de navios, que visa à redução de custos logísticos e à geração de novos negócios. O programa prevê a construção de 96 embarcações até 2030, com investimentos de R$ 34,8 bilhões.
Barcos
Para Lula, investir na construção de barcos no Brasil é afirmar, além da capacidade tecnológica do país, sua soberania. “Ao invés de a gente ir para a China, para a Coreia ou para Singapura, a gente vai para Manaus, produzir aqui nesse estaleiro. Isso significa soberania. Significa respeito à pátria. Respeito ao povo brasileiro. Acreditar no Brasil. Não é o que a Petrobras precisa, é também o que o Brasil precisa. Porque se a gente não fizer essas barcaças aqui, a gente não gera emprego, não gera conhecimento tecnológico, não forma bons profissionais”, afirmou Lula.
O presidente ressaltou, ainda, os investimentos crescentes desta gestão. “Nos sete anos que antecederam o nosso governo, o Fundo da Marinha Mercante investiu 22 bilhões de reais nessas coisas todas que a gente está fazendo aqui. Nós, em menos de quatro anos, estamos investindo 88 bilhões de reais. Simplesmente quatro vezes mais. Quatro vezes mais emprego, mais barcaças, mais navios e a Petrobras maior”. O Fundo da Marinha Mercante é destinado a prover recursos para o desenvolvimento da Marinha Mercante e da indústria de construção e reparação naval.
Somente a construção das barcaças deve gerar cerca de 3,3 mil empregos, entre diretos e indiretos no Amazonas. A atuação da Petrobras no estado é responsável pela geração de cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos.
Além das 18 barcaças, a Transpetro contratou 18 empurradores, que vão atuar no fornecimento e na logística do combustível marítimo no Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Belém (PA), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). Juntos, esses investimentos somam R$ 628 milhões: R$ 303,5 milhões para a construção das 18 barcaças e R$ 325,3 milhões para os 18 empurradores, a serem construídos em Santa Catarina. Ao todo, a Transpetro já encomendou 52 embarcações dentro do Programa Mar Aberto desde o início da atual gestão, com investimentos previstos de aproximadamente R$ 11,6 bilhões até 2030.
As barcaças, sem propulsão própria, serão movimentadas pelos empurradores, com operação sincronizada a até 6 nós. Das 18 barcaças, dez terão capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito, de 2 mil TPB. As unidades terão até 70 metros de comprimento, 16 metros de boca e 4,5 metros de calado, com possibilidade de transportar diferentes combustíveis em tanques dedicados ou segregados. Também poderão operar com energia elétrica em terra e utilizar energia solar.
Os empurradores, responsáveis pela manobra do conjunto, terão até 18,7 metros de comprimento, 9,2 metros de boca, 3,7 metros de calado e potência de 450 kW, com tração de até 13 toneladas e autonomia de cinco dias de navegação contínua. As embarcações contam com tecnologias que ampliam a precisão das operações, sobretudo em áreas restritas.
Presidente do Conselho das Empresas Bertolini, Irani Bertolini agradeceu a presença do presidente Lula e a preocupação com o estado amazônico. “Eu quero agradecer mais uma vez por o senhor estar aqui e estar preocupado com o povo da Amazônia”.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)